Primeiro Post: Afinal, que mãe sou eu?

Categorias: Conversa fiada, Prosa de mãe

Confesso que dá um friozinho na barriga escolher o post de estréia, ao longo dos anos acumulei alguns textos, mas como escolher um assunto para ser o primeiro?! Então resolvi começar do zero e contar um pouquinho como esta história de maternidade começou pra mim e quais surpresas se revelaram entre o sonho e a realidade.

Eu sempre sonhei ser mãe? Sim acho que sim, eu não sou muito de sonhar, não fantasiosamente, mas é fato, eu sempre quis ter filhos, era só uma questão de tempo. Desde criança eu adorava as crianças menores, lembro de ter uns 9, 10 anos e minha mãe me levar para brincar com filhos de amigas que tinham 2 ou 3, lembro de na adolescência passar as festas de família de babá dos filhos dos primos. Devia ter pensando em ser professora ou pediatra, mas não, antes de querer ser mãe, eu queria mesmo era ser tia! Como caçula de 4 filhos isso não foi difícil de se concretizar, ganhei minha primeira sobrinha aos 23 anos… uau… foi o máximo!!! Eu sempre digo, ser tia antes da maternidade é uma experiência única, um gostinho do que virá depois, uma pequena amostra daquele tal amor incondicional, depois dos filhos duvido que a experiência seja a mesma.

Assim, com esse historico e um marido também louco pra ser pai não demorou muito, aliás não demorou nada! Pouco antes do primeiro aniversário de casamento, Pedro já estava na barriga. Foi tudo tão rápido que nem deu tempo de tentar, decidimos começar e 15 dias depois o positivo já estava lá (meio fraquinho é verdade), mas isso é assunto pra um post futuro. O que importa é que a maternidade chegou, planejada, escolhida e desejada. A essa altura com 5 sobrinhos no currículo, eu estava super preparada, certo?! Pois é também pensava, só que não!

Embora ainda me considere uma mãe tranquila e até segura, devo admitir, ninguém está preparado. Eu não estava preparada para o meu filho não mamar, para a impotência diante do seu choro, para a frustração diante do meu próprio choro, para o medo de ficar sozinha com ele, para a minha instabilidade, para o caos dos primeiros dias, para a sensação de que o mundo parou, para os dias fatiados em períodos de 3 horas onde mal se distingue o dia da noite, eu não estava preparada para não ter controle. Não, eu não esperava um mar de rosas, eu passei a vida ouvindo minha mãe dizer que a vida é antes e depois de ter filhos, eu sabia bem o que me esperava, mas eu não imaginava que saber era tão diferente de sentir. Ali eu entendi que muito mais do que aprender a cuidar de um filho, a maternidade é um caminho de reencontro e redescoberta sobre si mesma e embarcar nessa viagem é se reconhecer nas vitórias e fracassos, no êxito e nas falhas, é sentir culpa, é sentir orgulho, é se frustrar e se surpreender, e se questionar sempre! E você, já se perguntou? Que mãe é você?

Espero que curtam minhas indagações, se reconheçam nas minhas dúvidas e se encontrem nas minhas descobertas!!!

 

 

14 comentários

  1. luiza comentou:

    Ouvi outro dia que críticas a gente faz em particular e elogios em público (ou algo parecido). Ainda faltava meu elogio público para vc, embora já tenha elogiado privadamente. Escolhi esse primeiro texto para postar. Aqui vai então: Parabéns Nandinha! Parabéns pelos seus textos tão bem escritos, tão sinceros e tão profundos, tão corajosos muitas vezes. Parabéns por correr atrás do seu sonho, planejando e executando um dia depois do outro apesar das dificuldades. Parabéns por ser tão verdadeira em seus textos, compartilhando angústias e felicidades entre tantas experiências, ajudando, certamente, muitas outras pessoas passando por circunstâncias semelhantes. Por fim, parabéns pela mãe que vc se tornou. Muito sucesso para vc! Bjs

  2. Maria Cecilia comentou:

    Prima, imagino a tarefa quase hercúlea de, além de tudo que já faz, ter um blog… sei bem que eu quero e nunca conseguirei… parabéns!!!
    Mas me identifiquei – e muito – com o post… afinal, depois de 9 sobrinhos no currículo, tendo cuidado diariamente de 3, eu estava super preparada pra ser mãe, né? Como vc mesma disse: só que não!!!
    Viva esse novo mundo de incertezas!
    Bjs

    1. É prima, vc mais do que ninguém deve ter se identificado mesmo…. Mas é isso, estavamos preparadas pra crianças mas não para nós mesmas, para nossa versão mae!!!
      Obrigada!! BJs

  3. Renata Curado comentou:

    Não sei se consigo escrever, fiquei tão emocionada que mal consigo enxergar a tela do meu celular. Temos 9 anos de diferença, não é tanto assim mas vc nunca deixou de ser minha Nandinha, aquela que chegou depois de tanto que eu pedi. Mas vc cresceu! E talvez eu, a mais velha, a que teve as duas primeiras netas da familia, a que te deu minha primeira filha pra batizar e a que tb recebeu seu filho como afilhado, talvez eu tenha muito a aprender com vc. Me senti Renatinha diante da Fernanda. E com muito orgulho disso! Sucesso, te amo!

    1. Igualmente com dificuldades de responder…. é isso… na vida temos sempre a aprender uns com os outros, mais velhos, mais novos, mãe de 5 filho ou de um… como disse no dia 18, não importam a distância e as diferenças, somos irmãs!
      Tb te amo! bjs

  4. Andréa Santos comentou:

    Nanda…arrasou. A gente sempre acha q esta super preparada até o primeiro choro ou a primeira noite no hospital (como aconteceu com o meu Baiel – 7 noites na verdade). Tudo é caminho…longo, didático e delicioso. Boa sorte querida!!!

    1. Obrigada Deia!!! Aprendi com você que não é vergonha dizer que o que a gente mais ama no mundo mesmo, aquilo que nos realiza é ser mãe, o resto paga as contas 😉

  5. Andressa comentou:

    Que texto legal, amiga!! Tenho certeza que o seu blog vai ser um sucesso!! Beijo enorme!

  6. Marcia Reed R Coelho comentou:

    Curado, que legal!!! Adorei seu post e super me identifiquei, claro.
    Com certeza vou seguir seu blog e já estou ansiosa para o próximo post. Parabéns querida! Viva a maternidade! Bjs com carinho, Marcia

  7. Cris comentou:

    amei! com certeza vc é a melhor mãe q o Pedro poderia ter 😉

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