Prisão de ventre: alegria de mãe é cocô na fralda!

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Eu sempre digo isso, por muitas e muitas razões, uma delas pelo simples fato de que principalmente quando recém nascidos, xixi e cocô na fralda são os principais sinais de que está tudo bem com nosso pequeno, de que esta mamando, etc…. e sim, toda mãe vira especialista no assunto e fica esperando o brinde aparecer na fralda pra analisar! E quem por alguma razão fica dias sem ver seu bebê encher a fralda, ah! minha amiga se você já passou por isso, você sabe, é uma alegria e um alívio enorme quando ele vem!

Pelo que li e conversei com alguns pediatras não existe uma regra para a frequência de funcionamento do intestino dos bebês, cada um tem seu ritmo e este pode variar bastante, seu filho pode sim ficar alguns dias sem evacuar e mesmo assim estar tudo bem com ele! Então como saber que ele está com prisão de ventre?! Observe-o!! Aliás, nessa minha vida de mãe curiosa que lê sobre tudo, de uma coisa a cada dia tenho mais certeza, conhecimento nunca é de mais, mas nada vai responder melhor as nossas questões sobre nossos filhos, do que eles mesmos, observação é tudo!

Com Pedro esse problema aconteceu esporadicamente, de forma geral tudo funcionava muito bem, quando RN então, bem demais…. mamava, sujava a fralda, assim instantaneamente! Eu lembro que me recomendaram que trocasse ele sempre antes de mamar, mas eu tive que inverter a história… E nem consigo contar quantas e quantas vezes tivemos acidentes na hora da troca (quem nunca?!). Mas os poucos episódios foram suficientes para me marcar, a primeira vez ele tinha uns 2/3 meses e ficou 2 dias inteiros sem fazer, irritado, com a barriguinha dura…. nunca, até então, eu poderia imaginar que a falta de cocô pudesse provocar tamanha ansiedade materna, e que quando ele finalmente desse o ar da graça eu conheceria a alegria em estado puro, capaz de me fazer comemorar como se fosse um gol no maraca! Desde então eu digo que isso é alegria de mãe.

Depois desse se seguiram mais alguns, sempre pontuais, até o desfralde, quando por um período acabou se tornando mais comum e eu tive que adotar algumas medidas profiláticas por um tempinho. Aqui em casa, e também por ser a conduta do nosso pediatra, evitamos remédio sempre que possível, principalmente neste caso, acho importante tentar resolver o problema de forma natural antes de qualquer coisa, e conseguimos. Abaixo algumas dicas:

Massagem: no caso dos bebês ainda lactentes, esse é praticamente o único recurso, mas realmente ajuda. Faça movimentos de leve pressão na altura dos 3 dedos abaixo do umbigo, se não incomodar seu filho, você pode fazer com a lateral da mão movimentos em direção a pelvis. Outra dica boa é movimentar as perninhas do bebê, dobrando e esticando, ou como uma bicicletinha. Compressas morninhas podem ajudar se ele estiver com cólica. Se você não tiver um saco de água quente próprio para isso pode passar uma fraldinha a ferro e colocar ainda quentinha na barriguinha dele, ou simplesmente coloca-lo direto no seu colo, barriga com barriga, pele com pele. Ameniza o desconforto.

Alimentação: se o bebê já se alimenta, não faltam opções, muito além dos conhecidos mamão e ameixa, descobri vários outros alimentos que favorecem o funcionamento intestinal: folhas verde escuras, como espinafre e brocolis, estimulam os movimentos peristálticos (mas cuidado, se tiver muita cólica envolvida pode não ser boa idéia!), abóbora, laranja, farelo de aveia e pipoca (no caso dos maiores de 3 anos, para os pequenos há risco de engasgarem).

No caso do Pedro, eu percebi que o que acontecia era o endurecimento das fezes, então de repente, ele não conseguia fazer, por isso, quando acontecia, alem de usar e abusar desses alimentos, eu colocava um fio de azeite na sopa já pronta dele. A gordura também ajuda a lubrificar o intestino e emulsionar o bolo fecal. Além de claro, MUITA água!

Como falei, depois do desfralde, isso começou a acontecer com mais frequência. Mesmo tendo sido tudo muito natural e Pedro não apresentando nenhuma resistência em usar o pinico e depois o vaso com adaptador, de alguma forma a mudança de hábitos teve essa consequência. A essa altura ele também já estava mais seletivo para comer e mamão, por exemplo, ele não aceitava de jeito nenhum! De qualquer forma, como o intestino preso começou a se apresentar mais como um padrão do que como uma eventualidade, eu precisava introduzir na rotina dele um alimento que ajudasse, algo que ele pudesse consumir todo dia. Duas coisas resolveram o problema: água de ameixa na mamadeira de leite e farelo de trigo no feijão. Com o tempo a medida que foi regularizando, fui tirando aos poucos, se colocava nas duas mamadeiras do dia, passei a colocar uma vez só, depois dia sim dia não e assim por diante até tirar. Não pode suspender de uma vez!

Supositório de glicerina:  desde o princípio o pediatra do Pedro nos orientou a usar apenas como SOS e em último caso. Sendo assim eu evitei ao máximo, por que acho que essas coisas são fogo, basta cedermos uma vez que a chance de cairmos em tentação de novo aumente, assim só apelei mesmo uma vez. Ele havia operado uma hérnia inguinal e acho que a constipação acabou agravada pelo medo de fazer força. Não vou mentir pra vocês não, foi horrível! Peguei ele no colo, com as pernas envolvendo minha cintura e coloquei. Ele berrava, me lavou em lágrimas, apertava meus ombros…. ali eu prometi que nem que ele comesse todo o farelo de trigo do mundo eu não o deixaria passar por aquilo outra vez. Mas funcionou, com muita força ele conseguiu, depois exausto adormeceu no meu colo, e eu senti aquele mesmo alívio e felicidade do cocô na fralda de quando ele era recém-nascido!

Espero que as dicas possam ajudar, mas de qualquer maneira se seu filho tem sintomas de prisão de ventre não deixe de conversar com o seu pediatra, sempre! Trocar informações com outras mães é ótimo, mas nunca deixe de dividir com aquele que você escolheu para acompanhar a saúde do seu filho.

 

 

 

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