Tempo de cura: tempo para se reencontrar após a maternidade

Categorias: Prosa de mãe, Reflexões

Quando nasce um filho, em especial o primeiro (acho eu, porque ainda não tive o segundo!), toda mulher precisa de um tempo para se encontrar de novo. Isso porque, gerar um bebê por nove meses, e pari-lo é uma experiência tão avassaladora, em tantos aspectos (físico, emocional, psicológico, hormonal…) que durante um tempo a gente esquece de si mesma e vive em função do outro, nossos prazeres e necessidades ficam em segundo plano e em meio a tanto apego, tanta dependência e tanto sentimento, tudo muda e o que era importante nem sempre é mais. Nasce uma nova mulher, com novos desejos, medos e prioridades, se conhecer e encontrar o equilíbrio entre a mãe de hoje e a mulher de antes leva tempo, para umas mais do que para outras, é o que eu chamo de “tempo de cura”.

Para mim, a maternidade foi tão intensa, que só hoje posso dizer que estou chegando a este ponto. O início é o início, tão marcante que dispensa comentários, se você é mãe já me entendeu… Você mal sabe o que é tomar banho direito, fazer a mão e cortar os cabelos é um luxo que você guarda para um momento especial ou quando a situação chega ao limite, e faz tudo com o celular na mão e o relógio na outra contando o tempo da próxima mamada! Mas passa… Ok! Passou essa fase, você até já voltou a trabalhar (ou não, e nesse caso acho que é mais difícil ainda!), mas não mudou muita coisa, até porque seu tempo diminuiu ainda mais. Eu levei meses para perder o senso de urgência em voltar para casa, eu simplesmente não conseguia ao voltar do trabalho, entrar numa farmácia ou num supermercado e comprar o que quer que fosse com calma, escolher um iogurte ou ler os rótulos de um creme de cabelo me tomavam tempo demais, tempo com meu filho!

E então ele foi crescendo, o apego diminuindo, as noites melhorando (mais ou menos!), mas é tanto a fazer, tanta coisa nova na sua rotina que alguma coisa, muita coisa, ou quase tudo do que você fazia pra você fica sacrificado, ler um livro antes de dormir, assistir sua série favorita, hidratar o cabelo no domingo a noite…. nada disso tem vez. Ao invés disso você lê blogs de maternidade como esse, arruma mochilas pra creche, brinca com seu filho e lava mamadeiras. Você amava ir a praia, mas hoje tem vergonha do corpo, preguiça de levar a tralha toda, e tem o horário do sol, o problema da vaga…. pronto já desisti! Antes eu acordava subia na bicicleta e fui! Chopp com as amigas então?! Palmas pra quem consegue!!! Eu demorei a ter vontade, quando tive não tinha forças e depois disso cadê tempo?! Meu e delas, porque ou são mães como eu ou não são, e aí o ritmo os horários, enfim é tudo tão diferente que parece ainda mais difícil sincronizar tudo. Eu olho pra trás e penso, meu Deus, em que momento eu cruzei essa fronteira?! Será que foi só a maternidade, ou eu envelheci?!

Mas aos poucos, bem aos poucos, eu fui redescobrindo prazeres que eram só meus… Malhar, ainda que com pressa, fazer compras num shopping, ainda que as primeiras aquisições sejam sempre pra ele, ficar sozinha em casa, mesmo estranhando o silêncio, a ausência de gritos e gargalhadas. Uma vez fui encontrar minha prima, e melhor amiga, para um suco de laranja depois do trabalho, em outros tempos seria um chopp (e não pararíamos antes do décimo!), mas ela estava grávida e a essa altura eu não dava conta de chopp no meio da semana. Pedro tinha pouco mais de um ano, o encontro foi ótimo, falamos, falamos, e eu pensei, preciso fazer isso mais vezes! Então nos despedimos e quando entrei no metrô uma angustia tomou conta de mim, uma vontade de me teletransportar para casa. Não adiantou, cheguei e ele já dormia, e então eu pensei, não quero fazer isso de novo tão cedo…..

Muitas vezes eu tinha uma vontade enorme de ter um dia só pra mim, mas tinha total certeza que não conseguiria, muito mais por saudade do que por culpa, mas hoje, hoje eu diria que sou capaz. Hoje quando Pedro dorme, ou não, tenho forças e vontade de fazer outras coisas, que não só me jogar no sofá e fuxicar o facebook no celular ou dormir, dedico tempo a um livro, às minhas séries, ao meu blog! Hoje eu vou ao salão, ao supermercado ou caminhar, com a naturalidade de antes, de quem não deve nada a ninguém, ou melhor de quem se deve esse tempo! Agora eu consigo curtir um “vale night” querendo até ficar mais um pouquinho, ao invés de sair correndo antes de virar abóbora. Finalmente reencontrei o prazer de em alguns momentos, ser só eu!

E vale lembrar que todo esse caminho em busca do meio termo entre as necessidades pessoais e maternas, teve que ser percorrido também como casal. O dois juntos também precisamos nos reencontrar, redefinir, achar tempo, espaço e privacidade, relembrar velhos prazeres e descobrir uma nova forma de ser marido e mulher, sendo pai e mãe.

E no fim eu descobri que ser mãe é maravilhoso, mas matar saudades de mim mesma também é! E você? Quanto tempo levou o seu “tempo de cura”? Ainda está nele? Conta pra mim… comenta aí…

 

 

 

 

67 comentários

  1. Juliana comentou:

    Eu ainda estou no meu tempo de cura, é uma necessidade absurda em me reencontrar.

  2. renata comentou:

    Tempo de cura…estou precisando urgente,rsrrs…como estou me sentindo esgotada, cansada e sozinha…minha filha irá fazer 03 anos e hoje não sei mas quem sou…quer dizer sei…uma mãe apaixonada pela filha, que faz tudo por ela e nada por mim…trabalho fora o dia inteiro e minhas noites e final de semana são dela…e não consigo achar um tempo para mim…o que faço? não estou reclamando, mas, sei que também preciso achar um tempo para mim…mas, toda vez que penso nisso, me sinto culpada…pois, desejei tanto esta criança, que acho que hoje eu preciso me dedicar só a ela…

  3. Brenda comentou:

    Acho que também estou em processo de cura… meu filho fez dois anos em fevereiro, e só agora comecei a aceitar melhor meu novo corpo… mas ainda me sinto vazia, culpada… tenho um trabalho legal e vejo que estão querendo que eu cresça lá, mas quando penso em sacrificar horas com meu filho me doi… sinto saudade da profissional destemida que eu era antes… Mas agora meu filho é tudo pra mim… enfim tá difícil, tomara que eu encontre um norte rapido! Bjos, adorei o texto, super me identifiquei.

  4. Roberta Saito comentou:

    Olá,me chamo Roberta e moro no Japão😊Tenho um menino de 2 anos e ele vai entrar mês que vem na escolinha e me identifiquei muuuito com o seu texto.
    Creio que ainda estou no processo de “cura” é tudo muito confuso 😐.
    Mas uma hora agente consegue se reencontrar.

  5. FRANCIELLE Senhorini comentou:

    Ótimo texto, Parabéns.
    Eu recebi a notícia hoje que saiu a vaga da minha filha de 1 ano e 3 meses no Cemei, nossa estou bem insegura em deixa-la mais preciso voltar a rotina, eu saí do meu trabalho para cuida-la agora pretendendo me reencontrar.

  6. Kathleen comentou:

    Estou na fase que ele (meu bebê ) não quer saber só de mim, esta se socializando conhecendo o mundo e as pessoas. Já já chego na fase que volto a trabalhar, conta pra gente como foi, também quero ter mais filhos, então vou voltar e parar quantas vezes forem necessárias. Mas estou apreensiva com a primeira vez tanto pra mim quando tô pra ele. Conta pra gente??
    Beijocas

    1. Fernanda Curado Reale comentou:

      Oi!!! Como foi com o segundo?! Eu conto diariamente na página no facebook, faço relatos diários sobre meu maternas e já falei desse tema aqui por lá, vou procurar o texto exato pra te passar o link, mas a proveito e me segue por lá 😉

    2. Urania comentou:

      Estou no tempo de nem querere me olhar mais no espelho. Minha bebe tem 4 meses e sinto vontade d sair, mas qd saiu ja estou cansada, chego no destino ja querendo voltar, isso fora q ela ta amamentando, entao e meu chaveirinho, é a segunda filha, tenho uma d 12 anos, ai pensa ne ….kkkkkk to enlouquecendo ….. rsers mas nao trocaria isso por nada no mundo!! Bjs a todas, vamos superando!

  7. Janaina comentou:

    Lindo texto! Tenho um menino de 4 anos e 2 bebês de 11 meses, quem tem gêmeos sabe o quanto é difícil, fico imaginando quando meu tempo de cura vai chegar. Estou exausta e me sinto culpada por isso, mas sei que vai passar.

  8. Priscila comentou:

    Muito bom,ler o que estou sentindo rsrs tudo isso, e no final do texto me perguntei,sera que eu vou conseguir,? Rsrs bom meu menino vai fazer 1 ano e é muito difícil pra mim,deixar ele é ir no mercado, é um martírio, uma saudade sem fim rsrs só estou bem se estou com ele, não sei o tempo pra me curar, mas que ele venha no tempo certo!

  9. Bianca Boscarino comentou:

    Belo texto. Não sou mãe, mas trabalho com gestantes. E, muitas delas, já eram minhas pacientes antes de engravidar. A maior parte das vezes, surgia essa angústia de “um ser vai depender de mim pra tudo e eu não terei tempo pra mais nada”. Então, é bom falar sobre isso. Trocar experiências. E ver que, sim, é possível ser mãe, sem deixar de ser filha, esposa, amiga e ter outros prazeres também.
    Parabéns!!!

  10. Silvana Cristina dos Santos Thomaz comentou:

    É muito difícil cobranças internas e externas.”Arruma esse cabelo!” “Faça essas unhas!” “Vc não me ama mais!”(marido)estou enlouquecendo,preciso me encontrar.Belo texto!!Amo ser mãe mas as vezes é exaustivo,à noite só penso em ter um tempo pra mim,um banho,uma olhadinha nas redes sociais!não sei se seria uma pessoa melhor se não fosse mãe amo minhas filhas(Maryana,5 Maya,1, 3)não consiga imaginar minha vida sem elas!

  11. daiane comentou:

    Bom estou na fase mae se segunda viagem infelismente vou esperar meu tempo chegar ja que nao tenho com quem contar marido trabalha fora volto da licenca e vou pedir pra ser dispensada entao fica difícil mais o texto e perfect

  12. Michele comentou:

    Noooossa!!! Nunca li um texto que coseguisse expressar tão bem esse “rito de passagem”…rs
    Tenho dois filhos, uma de 8 e outro de 3 e confesso que ainda não consigo fazer as coisas com calma na rua qdo eles estão em casa. Como se realmente estivesse perdendo um tempo que é deles! E qdo li isso no seu texto,me senti normal…rs
    Já consegui me “achar” após a maternidade. E me “achar” depois do segundo filho foi ainda mais difícil do que do primeiro… Mas,consegui!!!

  13. Carmen Eler comentou:

    Tenho um garotinho de 3 e uma menininha de um .
    Bem , tenho saudades de mim . Da minha versão anterior
    Só se tem saudades de coisas boas , porém apesar do cansaço ( eu preciso dormir )
    Meus filhos possuem imã .Ou são um tipo de droga Viciante .
    Voltei a malhar na correria , gosto muito … Mas sou atraída por eles .
    Eles me consomem e ao meu marido também . Todo o nosso tempo livre, todos o planos
    São em função de fazê-los felizes e saudáveis . Acho que estou
    Longe do tempo de me curar e meu marido também . ” eles são o meu ontem, o meu hoje e meu amanhã . Eles são minha dedicação , minha oração , minha gratidão , o meu amor mais puro e bonito : a minha vida “

    1. Fernanda Curado Reale comentou:

      Que lindo Carmen. É bem por aí…. Meu filho tb tem 3 anos. E eu pretendo ter outro, então, ainda vou recomeçar isso tudo outra vez, cura mesmo, acho que não há, e nem queremos né…. risos!
      Beijos

  14. Sim eu levei muito tempo, pois me vi sozinha a partir do momento do nascimento do meu filho, e quando não se é compreendida, por sentir dor e estar de fato exausta é ainda mais difícil, logo após me separei então tive que retornar ao trabalho mesmo não estando pronta, e sim hoje meu filho tem 4 anos e sendo mãe solteira ainda me sinto muito ligada a ele. Texto magnífico para a maior parte das mães! Parabéns pelo blog.

  15. Flavia comentou:

    Ah, que texto lindo! <3 Eu sou uma mamãe de dois: minha PINcesa de 5 anos e meu bebê Johnson com 3. Estou me redescobrindo agora, aos poucos, devagarinho. Precisei que meu marido me desse um start para eu voltar a ser mulher também. Acho que ficamos tão focadas apenas nas crianças que nos esquecemos inclusive dos maridões. : /

    Eu tive o imenso privilégio de ficar com os meus filhos em casa até o mais novo completar um ano. Esse era o combinado com o meu marido: eu cuidaria das crianças em tempo integral e depois voltaria para o mercado. Foram 8 meses terríveis: eu deixava as crianças na escola, entrava no carro e chorava até soluçar me sentindo a pior das mães por "abandoná-los". E olha que eu trabalhava apenas 5h por dia. No final não dei conta e pedi demissão.

    Eu amo minha profissão e me sentia extremamente dividida. O trabalho do lar nunca é reconhecido por ninguém, tive brigas horrorosas porque meu marido achava que era super simples ficar com duas crianças e dar conta de tudo. Fui amadurecendo a idéia de voltar para o mercado e lidar mais uma vez com a separação e pouco depois uma amiga me perguntou se eu podia cobrir suas férias com grande chance de contratação. Achei a idéia interessante: 30 dias de teste.

    As crianças já estavam acostumadas com a escola, então não seria uma ruptura tão grande: eles apenas passariam uma hora a mais por lá.

    Deu certo. Hoje eu tenho um ano e dois meses de empresa (fui contratada!), meu marido conseguiu flexibilidade de horário e passamos a manhã e a noite toda com as crianças, nos separando apenas no horário da tarde. Acho que com jeitinho e com uma grande busca interior conseguimos descobrir o caminho. Eu não sei se estou no rumo certo, mas todas as noites eu vou dormir com a certeza de que fiz o meu melhor naquele dia e a esperança de fazer ainda mais no dia seguinte!

    Beijos!

    1. Fernanda Curado Reale comentou:

      Que história bacana, Flavia, obrigada por dividi-la com a gente!
      bjs

  16. Fernanda Salgado comentou:

    Adorei o texto! Sinto isso também.
    Minha filha está com 2 anos e agora que estou conseguindo não sair correndo para voltar pros braços dela e me curtir.

    Trabalho bastante, ela fica 10h na escolhinha (muito tempo, né?) mas esse mês resolvi me inscrever em 2 cursos que vão me tirar duas noites por semana com ela. Mas vão me fazer tão bem que nem começaram e eu já estou me sentindo mais minha.

  17. monia comentou:

    Nossa me vi inteira no seu texto… e o meu tempo de cura não veio ainda, mesmo com meu filho com quase 5 anos. Relacionamento com o marido ta longe de tudo… a não ser para as brigas, sinto ter pouca ajuda dele com o filho
    sinto totalmente fora de tudo em qualquer ambiente , até meu trabalho está ligeiramente abandonado por conta do meu filho. A cada dia que passa me sinto mais sufocada … obrigada por me alertar.

    1. Fernanda Curado Reale comentou:

      Monia, esse caminho não é simples mesmo, acho que cura 100% como a Marcia falou, não há…. a maternidade nos transforma pra sempre… Mas vale mesmo à pena se esforçar para se reencontrar no meio disso tudo…
      Boa sorte 😉

  18. Mila Pedroso comentou:

    Choro cada vez que leio o seu texto. Já reli umas 10vezez. Acho um privilégio poder cuidar da minha bebê 24/7 (ou seja, o tempo todo). Sinto mesmo que estou fazendo um bom trabalho! Minha bebê é admirada por onde vamos: visivelmente saudável, alegre, bem humorada e muito esperta. Hora do sono nunca foi problema pra nós, pois temos uma rotina muito bem adaptada as necessidades dela, que só tem 10meses de vida.
    Mas pra tudo funcionar tao bem na vida da minha bebê, só Deus sabe o quanto de empenho, informação e abnegação me são necessários. Me sinto esgotada, sugada até a última gota de vivacidade e energia que ha em mim. Cada final de dia é uma vitoria! Amo minha menina mais que tudo! Tenho vivido pra ela! Mas com toda certeza me perdi tanto de mim mesma que ta difícil encontrar-me comigo. Sei que isso é uma fase. Sei que em pouco tempo chorarei de saudades da minha menina que, quando, adulta o suficiente, seguirá com sua vida e eu não serei mais o foco da sua atenção e demandas (necessidades).
    Mas, por enquanto… Encerro os meus dias regando meu travesseiro com lágrimas de cansaço, porem confiante! Sei que estou plantando boas sementes na vida de uma pessoa. A mais preciosa de todas para mim: minha filha.

    1. Fernanda Curado Reale comentou:

      Mila, quanto tempo tem sua bebê?! Sem dúvida, cuidar dela é um privilégio, aproveite, mas não se culpe por chorar de cansaço, ok?! A maternidade é um desafio para todas…. as vezes não no mesmo momento, não pelos mesmo motivos, mas mais cedo ou mais tarde todas nos sentimos exauridas.
      Como disse para outras aqui, respeite seu tempo, mas não desista de se buscar em meio a isso tudo…. Eu sei melhor que ninguém, o quanto a gente só quer dormir no tempinho que sobra, mas de vez em quando faça um esforço para fazer algo por você nesse tempo, as vezes mesmo com menos horas de sono, mais alguma pouquinhas de prazer, nos sentimos mais descansadas. Mas olha, só pra situar….. quando escrevi esse texto, meu filho já tinha 3 anos….leva tempo, as vezes mais, as vezes menos, mas se sua bebe tem meses ainda, você tá super dentro do prazo hehehehe

      beijos

      1. Mila Pedroso comentou:

        Acho que se sentir culpada é um capítulo a parte na maternidade. Quem nunca, não é? Minha filha tem 10 meses. Bom saber que ainda estou dentro do prazo. Pelo menos o meu prazo de validade não ta vencido. Rsrs 😉

        1. Fernanda Curado Reale comentou:

          Ah sim! A culpa é inerente a maternidade, nasce junto com o filho…. risos…. Mas falando sério, nem acho que exista prazo, cada uma tem seu tempo né! Mas foi só pra fazer você se sentir bem normal 😉

  19. Camila comentou:

    Nossa! Estou exatamente nesse momento, faltam perder 5kg da gravidez, voltei a trabalhar tem 2 semanas, me sinto culpada por não ter muito tempo pra ele. Quero muito voltar a malhar, mas o único tempo que tenho com ele é depois do trabalho ai não consigo .. O João Guilherme tem 5 meses, tudo que eu faço longe dele já quero correr pra casa. Até o casamento ta difícil, está tipo o da walquiria ..
    É bom sabermos que não estamos sozinhas!

    1. Fernanda Curado Reale comentou:

      Camila, muita calma nessa hora… risos…. quando escrevi este texto meu filho já tinha 3 anos!!!! Aos 5 meses eu estava me debulhando em lágrimas pq tinha voltado ao trabalho…. Definitivamente, você não está sozinha!!!!
      Paciencia e força que tudo passa, e no fim você vai perceber que passou até rápido demais…. Beijos

  20. Raquel Bueno Sales comentou:

    Meu Deus achei que estava lendo um texto que eu mesma escrevi

    1. Fernanda Curado Reale comentou:

      Raquel <3<3<3

  21. Natalia Heberle comentou:

    Nossa! Sou mãe de uma menina prestes a fazer 5 anos e de um menino de 5 meses. Achava que do segundo filho esse tempo seria mais curto, já qie estava bem tranquila com minha filha e com a chegada do irmão. Mais aí ele nasceu prematuro e portador de uma má formação super séria. Passei por cirurgia intra uterina, ele fez cirurgia com 3 dias de vida, ficou 93 dias no hospital. Parei de trabalhar pra cuidar dele. Tive que me adaptar a nova vida em casa com os dois filhos e marido….anseio pelo dia em que possa reencontrar um pouco comigo mesma antes de td isso!

    1. Fernanda Curado Reale comentou:

      Natalia, curioso você falar nisso, porque lá bem no início do texto eu menciono justamente o fato de ser meu primeiro filho….. E sim supostamente o segundo deveria ser mais fácil, mas a verdade é que nós estamos preparadas para as condições ideias, para tudo dar certo, né! E vem a vida e nos mostra que tudo pode ser diferentes, e precisamos ser fortes! Admiro demais mães como você! Acho que nunca mais seremos as mesmaa, mas tenho certeza que encontrará a seu tempo aqueles pedacinhos de você mesma que ainda estão por aí, escondidos….
      Boa sorte na sua jornada e muita saúde para os seu pequeno guerreiro!
      bjs

  22. Cristiane comentou:

    Amei o texto. Me encontrei nele e fiquei aliviada em saber q n sou a única. Emendei uma gestação na outra(Aila nasceu quando Iago tinha um ano oito meses) e achei q fosse endoidar,mas aos pouquinhos to voltando a minha rotina,ainda q muito limitada,pois Aila so esta c sete meses,e depois de ler seu post vi que vou sim conseguir minha “cura” . rsrsrsrsrs

    1. Fernanda Curado Reale comentou:

      Obrigada Cris!!! Vai sim, claro que vai! Agora pense no meu caso, escrevi esse texto há poucos meses, meu filho tem hoje 3a5m, e eu estou começando a pensar em começar tudo de novo….risos….

      Beijos

  23. Aline comentou:

    Amei esse texto!!! Me vi exatamente na sua descrição!!! Que bom saber que isso acontece com todas as mães!!!

    1. Fernanda Curado Reale comentou:

      Obrigada Aline! Sim, acho que acontece com todas, em graus diferentes, por tempos diferentes, mas com todas…. é tão bom ler alguma coisa e sentir que você mesma poderia ter escrito né?! Aconteceu comigo tantas vezes ao ler outros blogs, que acabei começando a escrever eu mesma…. risos….
      bjs

      1. Me Vi inteira nesse Texto!Tenho um filho de cinco e uma filha de sete meses nossa que Alívio saber que não é so Eu que me sinto Assim…Enfim quero muito meu tempo de cura Rsrs

  24. Ana Carolina Borges comentou:

    Fernanda, parabéns pelo texto! Eu devia ter lido a uns dois anos atrás, pois demorei muito para enxergar a necessidade de me reencontrar. Tenho dois filhos (Felipe 5 anos e Rodrigo 3 anos) e minha vida profissional acabou geograficamente me levando para longe da familia e tive que dar conta da rotina das crianças, casa, trabalho, casamento e mesmo que eu conseguisse um tempinho que seja, não tinha disposição para fazer nada, só pensava em deitar e dormir. Aos poucos, fui me dando conta da necessidade de equilibrar minha rotina e encaixar um tempo para ficar só comigo, entrei em um grupo de ciclismo e comecei a fazer trilhas durante a noite, com isso trouxe de volta “minha alta estima” que tinha ficado esquecida e formas de encarar meus desafios do dia-a-dia com muito mais leveza e felicidade. Este ano eu e meu marido, tiramos férias das crianças, deixamos com as avós e encaramos um cruzeiro de 8 dias, onde ficaríamos incomunicáveis, eu recomendo, pois reencontrei meu casamento, alinhamos as expectativas e traçamos alguns objetivos como casal. Me diverti tanto, que às vezes me sentia uma adolescente apaixonada. E hoje estamos mais felizes como família!

    1. Fernanda Curado Reale comentou:

      Ana, em primeiro lugar obrigada pelo elogio! E em segundo obrigada pelo relato! O meu pequeno tem 3 anos, logo se vê que esse caminho de reencontro não foi para mim tão fácil e claro tb não…. levou tempo…risos…. E está longe de ser concluído! Viajar só com o marido por exemplo, ainda estou criando coragem, e pior, no caso aqui de casa, ele precisa, acho, que de mais coragem do que eu…risos
      Amei seu relato sobre esta “lua de mel” nos mares, até me animei!
      Beijos

  25. Priscila comentou:

    Meu filho tem 1 ano e 9meses, ainda não me curei, não consegui ao menos voltar a trabalhar… O Seu textos me serviu como uma luva. Me sinto angustiada ate mesmo qdo preciso ir ao medico e deixa lo c alguem. Infelizmente não tenho minha mae que já é falecida. A avo paterna nunca se interessou pelo neto. Conclusão, sou eu p ele . me culpo até mesmo qdo penso em coloca lo em uma escolinha.
    Minha cura parece tao distante 🙁
    Obragada pelo excelente texto
    Priscila

    1. Fernanda Curado Reale comentou:

      Oi Priscila, não ter ajuda, não trabalhar, com certeza tudo isso aumenta e muito o vínculo e o apego, e se reencontrar nesse meio tempo deve ser bem difícil…. respeite seu tempo, mas não desista de se buscar! Eu sou um paradoxo ambulante, não faço o gênero que me coloco em primeiro lugar não, eu sou uma mãe apegada, mas tampouco me culpo quando me dou o prazer de ser só eu! Mesmo que isso só tenha vindo a acontecer com mais frequencia agora, quando Pedro já tem 3 anos! Enfim, equilíbrio é a chave, encontre seu ponto de equilíbrio, filhos precisam de nós antes de tudo, mas nós tb precisamos ser felizes para fazê-los felizes 😉

  26. Marcia comentou:

    Lendo seu texto, vejo que mae eh tudo igual rsss, soh muda de endereço!!!! Minha filha tem 1 ano e 6 meses e comecei meu tempo de cura qndo ela completou 12 meses. Posso dizer que estou em transicao ainda, nao me “curei” 100%… Mas sera q um dia vamos??? Rsss, ser mae eh a melhor coisa da vida, intenso, transformador, dolorido, escravisante, porem nada se compara!!! Amo minha chiquinha 🙂

    1. Fernanda Curado Reale comentou:

      É isso aí! São muitas etapas…. o reencontro não acontece de uma vez, né! E como você disse, 100%, acho que não mais, afinal a maternidade nos transforma né!
      Beijos

  27. Erika comentou:

    Munha filha ja tem 1 ano e eu ainda não cheguei nesse tempo q vc falou. E da trabalho p casa, da casa pro trabalho.unha, cabelo, dieta? E ruim, hein?! As vezes me sinto tão cansada, mas realmente não consigo fazer diferente… ainda!

    1. Fernanda Curado Reale comentou:

      Erika, como disse pra Cristiane aqui embaixo, quando escrevi esse texto o meu já tinha 3!!!! Acho que meu reencontro comigo mesma começou lá pelos 2 e meio, mas cada uma tem seu tempo….
      Beijos!

  28. Cristiane Fernandes comentou:

    Quanto tempo levou a cura? A minha está com um ano e não encontro ainda, me dá esperanças, plis! 🙁

    1. Fernanda Curado Reale comentou:

      Cris, não sei se minha resposta será muito animadora não… hehehe… pra vc ter idéia quando eu escrevi esse texto meu filho já tinha 3 anos! Mas como eu disse, esse tempo varia muito de mulher pra mulher…. E na verdade esse reencontro não vem de uma vez, são etapas…. curta cada uma delas, pq um dia vc vai se dar conta que passou rápido…. respeite seu tempo, mas não desiste de se buscar nunca! Beijos e boa sorte!

  29. Luana comentou:

    Esse texto foi libertador! Sempre me pego desabafando para meu marido: “que saudades de mim!”, como você menciona, cada uma tem seu tempo, que seja logo rsrs. Beijos, e obrigada por compartilhar conosco tua experiência, foi muito bom, pois passamos por estas etapas também.

    1. Fernanda Curado Reale comentou:

      Luana, como disse ontem no Facebook, depois de vir aqui e ler todos estes comentários, inclusive o seu, eu que tenho a agradecer. Vocês não tem idéia de como é recompensador ler um agradecimento como o seu! Obrigada mesmo <3

  30. Aline comentou:

    Uau, cheguei a me arrepiar com o seu texto.
    Achei que estava me descrevendo para os outros, pq sem tirar nem por uma virugla, é tudo que penso diariamente. Em me reencontrar e reencontrar esse tempo para mim sem culpa. Um dia chego lá. Beijos.

    1. Fernanda Curado Reale comentou:

      Oi Aline,
      Esse tempo chega pra todas nós, mas cada uma tem seu tempo, se preserve e se respeite…. um dia ele chega 😉
      Beijos

      1. Camila comentou:

        Feliz em ler isso, pois, sinceramente eu achava que esse tempo nunca mais existiria!
        Realmente o meu tempo de cura está demorando bastante… mas acho que está chegando!!!

  31. Amei seu texto, resumiu o q estou passando no momento. Obrigada!

    1. Fernanda Curado Reale comentou:

      Obrigada pelo carinho Leticia!
      Tamu junta 😉

  32. Patricia Batista comentou:

    Estou exactamente no meu tempo de cura. Por 2 anos e 3 meses fiquei a cuidar do meu pequeno, era sempre so eu e ele pois vivo em outro pais, longe da familia, amigos. Ele foi alem de filho, o meu parceirinho e, com a ida dele a creche ha quatro meses, estou a me reencontrar. Sinto que especialmente nesse ultimo mes tem sido melhor 🙂

    1. Fernanda Curado Reale comentou:

      Isso aí Patricia, a cada etapa um novo aprendizados, novos desafios e novas delícias. A maternidade é puro auto-conhecimento, no seu caso, longe de casa e da família, é tudo ainda mais intenso, imagino!
      bjs

  33. Talita Reis Vazquez comentou:

    Adorei seu texto!
    Fala exatamente da necessidade que cada uma sente no sentido, de ser mae e mulher!
    Tenho 2 filhos (3 e 1 ano), meu tempo de cura da primeira durou 1 ano. Eu desde os 8 meses dela saia com o marido por algumas horas, era uma delicia mas meu pensamento estava c ela. Apos 1 ano, foi melhorando e posso apostar o qto isso fez bem p mim, para ela e para meu marido.
    meu segundinho nasceu e ai o tempo de cura foi muito mais curto. Sera q amo menos? Nunca, jamais! Simplesmente sei q ele vai estar sempre me esperando, me amando e com um sorriso no rosto qdo me ver. Mesmo estando c a avo, com o pai ou outro parente. Acho q meu maior medo era esse. Deles nao me amarem tanto pq os deixei por algumas horas para poder falar besteira, rir e curtir eu mesma! Mamae feliz eh sinomino de crianca feliz! respeito e sei q cada um tem seu tempo de cura. E qdo ele acontece eh a melhor coisa, pos maternidade!

    1. Fernanda Curado Reale comentou:

      Oi Talita, sem dúvida, somos únicas apesar de um montão de sentimentos que nos unem, por que somos todas mães, cada uma tem seu tempo, mas acho que para todas esse reencontro é muito importante, assim como é importante se respeitar nesse tempo também. Como eu falei, eu nem tinha assim medo ou culpa, tinha mais apego mesmo, saudade, mas por fim foi maravilhoso começar a me reencontrar tb. Imagino que no segundo seja tudo mais simples porque é um filme que você já assistiu, o primeiro filho nao é só novidade, é aquele que te tornou mãe e essa mudança só acontece uma vez na vida e claro que não tem nada a ver com amor….Adorei seu comentário!
      bjs

  34. Bárbara Watanabe comentou:

    Nossa!! Parece que quando estava lendo passou um filme na minha cabeça… Estou passando por esse tempo de cura com o meu Pedro, também! É maravilhoso saber que não estou ficando louca e que muitas passam pelo mesmo que eu!! Seu texto abre os nossos olhos e nos faz entender essa fase! E pode ter certeza, a presença e ação do meu companheiro foram fundamentais para que eu me redescobrisse logo! Pedro vai fazer 9 meses e já estou começando a me achar!! Obrigada por esse espaço.!! Bjs para o seu Pedro.

    1. Fernanda Curado Reale comentou:

      Bárbara, seu comentário me deixa tão feliz! O objetivo é esse mesmo, que este blog seja um espaço, não só meu, mas para todas nós trocarmos experiências, desabafos e confidências, afinal não estamos sós!
      Sobre o tempo de cura, ele pra mim veio muito aos poucos, foram várias etapas, altos e baixos, cada uma tem seu tempo e seu processo, legal é ter consciência disso, e um marido parceiro é mesmo meio caminho andado, somos sortudas!
      Beijos para você e seu Pedro também!

  35. Walkiria comentou:

    Acho q ainda estou no meu “tempo de cura”. As vezes acho q nunca vou me curar e isso me deixa mais desesperada ainda. O q mais me deixa preocupada é q não consigo me reencontrar com meu marido. Passei a vê- lo somente como pai da minha filha e um amigo. Não sei se vou conseguir contornar isso…

    1. Fernanda Curado Reale comentou:

      Walkiria, quanto tempo tem seu bebe?! O início é mesmo difícil e perturbador, com o tempo, é importante buscar um momento para vocês dois, sair de casa, encontrar outro ambiente longe daquele cenário onde vc se vê como mãe e ele como pai, eu demorei muito a fazer isso, até demais… Se dê um tempo, converse com ele, tente resgatar algo que faziam juntos antes, comece aos poucos…. Certos sentimentos ficam lá adormecidos, é dificil tirá-los lá do fundo, você precisa se esforçar para trazê-los à tona, com o tempo tudo volta ao normal, acredite!

  36. Taís Oliveira comentou:

    Tão legal ler o seu texto e ver que trabalhas com eventos no comentário. Sou produtora freela de eventos e sempre acho que com um filho seria impossível… Legal ver que é. Bjs

    1. Fernanda Curado Reale comentou:

      Tais, sempre é possível! Mas de verdade não e fácil não, não ter horários e não ter rotina complica um pouco a vida de mãe, mas ser freela tem suas vantagens, vc vai ter alguns dias nos intervalos entre os trabalhos pra curtir os filhote! Eu trabalho fixo, reduz um pouco a falta de rotina mas em compensação não tenho dias livres… Mas até consigo flexibilizar um pouco meus horários o que é ótimo! Boa sorte!

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