Porque parar de trabalhar (fora) está nos meus planos desde que meu filho nasceu…

Categorias: Prosa de mãe, Reflexões

Há uns dias atrás li este post do Tudo sobre minha mãe – Se você pudesse não trabalhar, você trabalharia?, e não resisti em dividir minha resposta com vocês. Na verdade já tenho vontade de escrever sobre isso faz tempo, porque está questão tem sido o cerne da minha vida desde que a maternidade chegou para mim. Dela surge a força que motiva este blog e por ela Pedro ainda não tem um irmão. Calma, calma, eu vou explicar do começo….

Se eu pudesse não trabalhar, eu trabalharia? Se me fizessem essa pergunta há 5 anos atrás eu não hesitaria em dizer que sim, mas se repetisse hoje, ou mesmo há 2 ou 3 anos, eu hesitaria ainda menos, e com absoluta convicção diria que não, eu não trabalharia. Então foi a maternidade que mudou tudo? Sim, a maternidade me transformou, mudou quem eu era, o que eu aspirava, deu novo sentido, e tudo isso nada tem a ver com a anulação de mim mesma ou abstenção dos meus desejos, e sim com redescoberta e auto-conhecimento, mudança de perspectivas e expectativas.

Há 4 anos, a gravidez veio para mim planejada e escolhida, já naquela época eu idealizava parar de trabalhar quando Pedro nascesse, até então apenas pela visão romântica de quem queria dedicar tempo ao filho. E no começo e por muito tempo era só isso, ideal e romantismo aliados ao descontentamento de quem àquela altura não estava nada feliz no emprego que ocupava. Hoje, anos depois, já em outro trabalho e começando a minha jornada como blogueira e empreendedora, a visão pode ter mudado um pouco mas o X da questão permanece, e vontade também! Sim, se eu pudesse eu não trabalharia, porquê:

  1. Tempo. Sabe aquela máxima que diz que importa mais a qualidade do tempo que você passa com seu filho do que a quantidade. Para mim não é bem assim, não consigo uma coisa sem a outra. O aproveitamento do tempo teria de ser de 100%, e na rotina corrida e exaustiva isso é cada vez mais difícil.
  2. Autonomia. Adoraria que meu filho fosse prioridade na vida de ao menos um de nós. Não estou falando de largar tudo em uma emergência, mas sim de poder largar tudo SEMPRE que eu julgasse importante… uma reunião na escola, consulta de rotina no pediatra, competição de natação….
  3. Presença. Ok, talvez eu não precise brincar com ele todas as noites, mas eu acho que faz toda a diferença estar presente em momentos do dia a dia, como as refeições, a aula de natação, conhecer seus amigos, ir buscar na escola, sentar na grama no meio da tarde….

    Imagem: Christopher Allison Photography / Creative Commons

    Imagem: Christopher Allison Photography / Creative Commons

  4. Organização. Com tempo, autonomia e flexibilidade quem sabe eu conseguiria organizar a casa e a vida da minha família. Não há como negar, a velha divisão em que um, busca os recursos e o outro administra funciona até na natureza. Enquanto estamos os dois focados e empenhados em ganhar dinheiro fora de casa, não tem ninguém investindo em qualidade de vida, em como colher os frutos do que estamos lutando tanto para plantar. Estamos sempre correndo atrás do próprio rabo…. Ninguém está programando as férias, revelando nossas fotos, redecorando a casa ou aproveitando nossa cozinha. Estamos cansados demais para equilibrar a balança.
  5. Realização. Este talvez seja o mais significativo de todos os motivos para parar de trabalhar. O trabalho não é mais a fonte de realização principal da minha vida. Escuto de muitas mulheres que precisam do trabalho para se sentirem vivas, para terem algo de seu… Mas nada me faz sentir mais viva do que a minha vida, e nada é mais meu do que a minha família, eu enxergo hoje muitas maneiras de usar minhas habilidades e competências em benefício próprio e da minha família, com o mesmo empenho que hoje me dedico ao trabalho. Nada pode me realizar mais do que isso!
  6. Foco. Eu não sei você, mas eu não sou mais a mesma mulher e nem tampouco a mesma profissional de antes. E isso, por vezes, faz com que o trabalho me frustre mais do que me realize. Fazer o meu melhor no trabalho muitas vezes significa abrir mão de alguma coisa lá fora, e eu já não faço isso com o desprendimento de antes. Me custa trabalhar até mais tarde, me dói abrir mão de um fim de semana, e a minha cabeça quase sempre está mais em outro lugar do que eu gostaria….
  7. Liberdade. Não, eu não tenho a ilusão de achar que ficar em casa significa ter mais tempo. Mas é uma questão matemática, 9h fazem alguma diferença. Ter algumas horas sozinha, ainda que não necessariamente dedicadas a mim, já me ajudaria bastante! E a oportunidade, rara que seja, de uma soneca no meio do dia…. Caminhar na rua em dia útil…Almoçar em silêncio, mesmo que às 2 da tarde… Aproveitar as oportunidades que se escondem de segunda à sexta, de 9 às 18h. São tantas pequenas coisas que me fazem uma falta enorme.
  8. Ter menos. Dinheiro é ótimo, mas precisar menos dele é melhor ainda. O trabalho gera receita, mas cria um mundo de necessidades que eu não teria, e não faço a menor questão de ter (roupas, sapatos, refeições em restaurantes, academia, remédios, escola em tempo integral, serviços que eu mesma faria se tivesse tempo) … Eu vestiria o que me conforta, faria exercícios ao ar livre, comeria minha própria comida e ficaria menos doente.
  9. Compromisso. Ao longo da vida estamos sempre comprometidos com aquilo que nos move… a escola, a faculdade, o trabalho…. E nada exige mais comprometimento do que criar um filho… não tem folga, não tem descanso, não tem desculpa, não tem quem cubra. E também não tem melhor retorno, maior recompensa… Assim como eu pude me dedicar exclusivamente a cada uma das etapas anteriores, a criação dos meus filhos não é algo que eu queira delegar, em nenhum grau.
  10. Blog. Aqui é onde as muitas peças desse quebra-cabeça se encaixam, onde o útil se une ao agradável, onde a mulher encontra a mãe. É onde eu dou vazão à minha criatividade, é o tal algo pra chamar de meu, onde faço o que gosto, escrevo…. É o que formaliza a mãe que sou e isso me basta.

E você? Se pudesse pararia ou não? Conta aí….

 

 

29 comentários

  1. Fernanda Morais comentou:

    Eu não tive licença maternidade, pois sou roteirista e trabalho como pessoa Jurídica, sendo assim, 1 mês depois que meu bebê nasceu já estava de volta a rotina do trabalho. O que eu não esperava era ter uma depressão pós parto tão grave. Me escondi no trabalho para evitar o bebê, fiquei assim por 6 meses. Até que pedi as contas e encarei meu filho, o Tomás, já com 7 meses. Larguei o trabalho para poder me entregar a maternidade. E quer saber, não quero voltar tão cedo. Ele está com 10 meses e a sua risada compesa qualquer sucesso profissional. Obrigada pelo texto. É bom, não se sentir só.

  2. Genilda daitx comentou:

    Estou tentando fazer o meu melhor…parei fazem 8 anos
    Parei qdo tive primeira filha,qdo pensei em retornar ela tinha 7 anos, ai veio outra menina, agora ta quase 2 anos,então estou a 8 anos total e exclusiva das filhas e família ♡amooo

  3. Michele comentou:

    Parei de trabalhar tem 1 ano, demorei pra entender a importância de acompanhar o dia a dia das minhas meninas, hj já nos adaptamos eu com elas e com a rotina e organização da casa, e com a cidade nova; tem 6 meses q nos mudamos para o Sul e hj eu digo q se sobrevivi em SP nem me lembro mais, agora vivo e com alegria, amor, gratidão, digo não com muita convicção ao trabalho fora!

  4. Meidnes comentou:

    Nossa descreveu exatamente o que eu penso…trabalho a 3 anos em uma empresa e já grávida pensava em ñ voltar,depois q minha filha nasceu tive mais certeza ainda,msm sendo tão discriminada pq a maioria das pessoas ñ entendem,minha família e a criação da minha filha vem em primeiro lugar.
    Bjo

  5. Leninha comentou:

    Texto maravilhoso! É fantástico poder acompanhar de perto o crescimento dos filhos! Eu sou filha única e minha mãe sempre cuidou exclusivamente de mim, ela tinhas seus bicos é sempre arrumava um dinheirinho, mas nunca trabalhou fora, se dedicou exclusivamente ao nosso lar, infelizmente ela faleceu quando eu estava prestes a completar 11 anos, e hoje eu vejo o quanto isso fez toda a diferença na minha vida, ter a minha mãe ali disponível 24h pra gente, sempre tinha comida quentinha na mesa, um bolo gostoso no café, ela sentava no chão brincava de boneca, até costurava roupas para elas, eu tenho lembranças boas de uma doce infância! Se ela gostava 100%?! Não, eu cresci ouvindo que tinha que trabalhar e ter o meu salário e nunca depender de homem, talvez aquela condição de depender do meu pai não deixasse ela tão feliz, mas mesmo assim ela fez o melhor, abriu mão de tudo, por que quis, foi uma escolha (pois ela era super nova e poderia trabalhar fora e ganhar muito bem). Quando eu descobri que estava grávida, comecei a refletir sobre isso e de como me fez bem ter minha mãe por perto, fui uma criança super saudável, nunca, eu disse NUNCA adoeci, cresci forte saudável e sempre comi de tudo! Então tudo isso contribuiu para a minha decisão de largar o emprego ao final da licença maternidade, meu esposo me deu todo o apoio, ele também queria muito que eu ficasse em casa, e na última semana finalmente tudo se resolveu. Hoje não trabalho fora, e sim dentro Rs, em casa cuidando do meu maior patrimônio, que é minha família!

  6. Ana Paula Huertas comentou:

    Adorei seu texto. Quando meu filho nasceu eu me exonerei de um cargo público para ficar com ele. Não me arrependo nem um segundo, posso garantir que aproveitei cada segundo e curti cada momento e descoberta dos meus 2 filhos. Mas ficar em casa também tem sua parte ruim, e quando minha filha começou a ir à escola eu decidi retomar algum trabalho. Não retornei à minha área porque não conseguiria conciliar família e trabalho. Decidi empreender também. Hoje trabalho numa grande multinacional e sou Consultora de Beleza. Meu trabalho me realiza e posso ser a mãe que sempre sonhei!! Mas o que mais me surpreendeu nisso tudo é o orgulho que meus filhos têm de eu trabalhar, de ser reconhecida no meu trabalho e vibram comigo a cada conquista. Eu só trabalho quando quero e quando as crianças estão na escola, no período da tarde. O restante do meu tempo é todo deles e da minha família e hoje, além de ganhar super bem, sou realizada!!! Ana Paula Huertas anapaulahuertas@gmail.com

  7. Kelly Garcia comentou:

    Tinha uma drogaria sou farmacêutica, abandonei td depois do segundo filho. Enquanto era um só ele me acompanha no trabalho, com dois já não era possível. Preferi largar td e cuidar de tds. Os personalizados foi uma oportunidade de trabalhar em casa e ter oportunidade de participar de tudo na vida deles. Foi a melhor coisa que fiz, sei que a educação que eles tem foi mérito meu como mãe, alimentação deles eh mais saudável porque eu sei o que fiz e o que comeram, Amor eh maior pq temos tempo para dar uma volta no Jardim ou brincamos juntos. A renda diminui mas as despesas tbm. Valeu a pena!!

  8. UUAALLLL…….Fernanda, você disse tudo, tudo que tenho vontade de dizer e as vezes me faltam palavras, para descrever essa nobre atitude nossa de parar de trabalhar fora para nos dedicar aos filhos, família. Esse post descreveu completamente minha vida hoje, meus pensamentos. Hoje minha filha está com 3 aninhos, e estou iniciando no marketing digital, começando a construir meu primeiro blog e logo já construirei outro. Mas a minha melhor profissão é ser mãe…..apaixonada pelo que fiz de minha vida……Melhor decisão que eu poderia ter tomado. Abraços!

  9. Gabriela Faria comentou:

    Me identifico totalmente com tudo que escreveu, adiei minha gestação pra poder escolher se voltaria ou não a trabalhar, ou seja, planejei na medida do possível a maternidade. hoje me sinto bem com ela há um ano estamos em casa e tem sido muito gratificante ver seu desenvolvimento, poder amamentar etc..Meu lema atualmente e viver mais ( qualidade de vida ) com menos ( dinheiro ). Abraço a todas as mamães reais assim como nos!

    1. Fernanda Curado Reale comentou:

      Gabriela, relatos como o seu, e o grande retorno que este texto teve me fazem me sentir mais normal, pq tanta gente com quem converso me acha louca…. risos… Eu estou adiando meu segundo filho, por essas mesmas razões….
      Beijos e Parabéns pela sua coragem de viver mais com menos 🙂

  10. Priscila comentou:

    Vivendo esse drama no momento! Meu bebê, tão quisto, planejado… Foi difícil fazê-lo… Tenho endometriose! Agora ele está aqui com 3 mesinhos. Não consigo pensar em mais nada a não ser ficar só com ele pra sempreeeeeee!!! Sou enfermeira e técnica de enfermagem. Atuo nas duas áreas. Sou concursada como técnica e trabalho de carteira assinada como enfermeira. E sim, estou largando um dos empregos pra ficar com ele! Óbvio que o de enfermeira. Alguns chegam a me criticar… Mas você estudou pra isso! Sim! Também estudei pra técnica onde também atuo muito bem e passei no concurso federal pra atuar como e principalmente, não vivo de status! A renda que este único emprego onde ficarei comportará todas as minhas atuais dívidas. Vou ficar um tempo sem poder fazer uma gracinha e tal mas estarei feliz!! Fazendo o que mais quis na vida, sendo mãe e recebendo a maior recompensa e pagamento de todos o amor recíproco e mais verdadeiro, o de um filho pela mãe! Nossa! Cada citada no olhar seguido de um super sorriso… Me enche o coração de certeza que sim! Eu vou parar!
    Onde ficarei, trabalha rei apenas 10 dias no mês (escala boa). Meu filho será pra sempre meu filho e não o filho da babá!!! Ficarei mais pobrinha financeiramente… Adeus aos meus sapatos novos… Mas serei rica do maior e mais puro amor, o de um filho pela mãe! Isso já me bastará! E aprende rei viver com o que ganho nesse!!! E tem a renda do meu marido! Não passaremos necessidade mas viveremos o amor!!!!

    1. Fernanda Curado Reale comentou:

      Arrepiei com seu comentário!
      Seu momento é ainda mais delicado, pq seu bebe é muito pequeno ainda, vocês ainda estão aprendendo que não são a mesma pessoa… leva tempo… mas acredite tudo se ajeita! Que bom que você vai conseguir trabalhar menos, já é um caminho, né!
      Eu quando voltei ao trabalho consegui um acordo para trabalhar apenas 6h por dia, ainda assim senti muito, pq me afastava todo dia, saia muito cedo, mas já foi alguma coisa e o que me deu ânimo para continuar.
      bjs

  11. Lodia Maria Monteiro Peixoto comentou:

    Amei o texto Fernanda!
    Eu vivi esta realidade com minha mãe, ela parou de trabalhar e largou a carreira dela pra cuidar de nos (eu e meu irmão). Com certeza, faz toda a diferença.
    Eu não pararia de trabalhar, amo minha profissão, estudei e me dediquei a vida toda pelo que sou hoje, desde pequena queria ser medica, mas como tb queria ter uma família e me dedicar a ela, na hora de escolher o ramo da medicina que faria, optei por alguma coisa que eu gostasse, me fizesse feliz e que pudesse ser conciliada com uma vida mais tranquila. Fiz Dermatolgia. Antes da Ana Luiza chegar, trabalhava muito, todos os dias, até tarde. Hoje, consigo conciliar, a vida de mãe e de medica! Levo e busco minha filha na escola todos os dias, estou em casa com ela nos momentos de doença ( nestes dias cancelo a agenda). Me sinto privilegiada por poder unir a maternidade com minha profissão que tanto me realiza, pq não trabalho todos os dias, posso fazer meus horários, posso me dar ao luxo de as vezes não trabalhar e ficar com Ana em casa o dia todo, posso tirar ferias quando quiser…

    1. Fernanda Curado Reale comentou:

      Flexibilidade é tudo né! A falta dela é que me sufoca…. e tb a falta de autonomia. Mas enfim, vamos levando com o que temos, no fundo eu tb devia me considerar privilegiada, ao menos trabalho há 15min de casa e tenho horários bem mais relaxados do que há 3 anos atras….
      Você está fazendo um bom trabalho, Aninha é um doce de menina 😉
      bjs

  12. Carla comentou:

    Eu parei quase que por completo! Meu filho tem 06 meses e vou ao escritório (sou advogada e tenho meu próprio escritório) uma vez por semana e trabalho de casa em horários alternativos. Preferi ficar com ele do que ter dinheiro pelo menos no primeiro ano.

    1. Fernanda Curado Reale comentou:

      Que delícia Carla, aproveite muito esse primeiro ano, porque voa mesmo!
      beijos

  13. Anna Paula comentou:

    Quando minha filha nasceu eu consegui ficar sem trabalhar por 3 anos até ela ir para a escola, depois como sou professora voltei a trabalhar no mesmo período que ela, mas o tempo foi passando e a minha necessidade financeira foi aumentando e tive que dobrar o período. Hoje a Isa já tem 13 anos mas eu com certeza eu deixaria de trabalhar um período só para ficar com ela. Almoçar junto, levar e trazer nas aulas extras ou simplesmente ficar em casa em um dia de chuva comendo pipoca e assistindo um filme. A nossa presença é muito importante em todas as fases, agora mais do que nunca sinto que devo estar ao lado dela para aconselhar e encaminhar ” a adolescência”!!!
    Beijos!

    1. Fernanda Curado Reale comentou:

      Pois é Anna Paula, muitas pessoas me dizem que parariam por uns anos…. Mas confesso que mesmo com Pedro ainda com 3 anos, cada vez mais percebo que a minha presença sempre será importante. Na verdade hoje eu acredito que a medida que eles crescem nossa presença é ainda mais diferencial, quando bebês é muito por nós, pelo nosso apego, mas qdo eles crescem, faz toda a diferença na formação deles.
      Beijos!

  14. Ana Nóbrega comentou:

    Esse texto me descreveu completamente, nem há oq complementar, apenas digo SIM! Se eu pudesse parar, pararia sem sofrer nem um pouco com isso.
    Só trabalho pq complemento os rendimentos do meu esposo em casa e minhas gêmeas de 5 anos necessitam disso, trabalho pela manhã (professora), no horário que elas estão na escola, daí à tarde e à noite fico com as meninas. Msm assim, essas horas que trabalho trocaria fácil fácil por uma manhã ou outra de preguiça na cama enquanto chove, só nós 3, curtindo ou então, quando a gripe chega, que elas faltam a escola, eu não estou pela manhã pra cuidar delas. Pararia de trabalhar sim!!!! E esse é meu projeto, dependendo de como os rendimentos do meu esposo estarão daqui a alguns meses!

    1. Fernanda Curado Reale comentou:

      É isso aí Ana, esse é meu projeto tb! Chegaremos lá!
      Beijos e boa sorte

  15. Se eu pudesse, sinceramente, não pararia, mas trabalharia, 6 horas por dia, das 8 às 14h00, e nesse tempo minha filha continuaria ficar com minha mãe ou estaria na escola, preciso trabalhar, trabalhar me faz bem, só que não gostaria na mesma intensidade. Gostaria de ter tempo de brincar com ela, de rir com ela durante o dia, de poder apresentar coisas novas a ela, de ver seus primeiros momentos, e não ouvir as pessoas contando o que ela fez de novo, essa vida de sair de casa correndo trabalhar correndo e tentar ser mãe correndo, esta me corroendo por dentro. Quando chego em casa, me dá pânico, porque eu ainda tenho que dar banho nela, brincar com ela e jantar, tomar banho, isso das 7:30 até as 9:00 que e e a h q ela dorme, é justo sermos mães no máximo 2h por dia? Na boa, essa historia de qualidade é para fazer mãe ficar feliz, eles precisam mesmo de nós, eu sei que não dá e eu não vou tentar me enganar com essa tal qualidade, vou tentar fazer o possível para otimizar nosso tempo juntas, mas sempre terei a sensação que estou falhando.

    1. Fernanda Curado Reale comentou:

      Letícia, acho que o meio período já seria um otimo caminho, mas para mim ainda não seria a solução…. ainda me faltaria a autonomia. Quando voltei a trabalhar após a licença eu tive esse privilégio, trabalhei de 8 às 14h até ele completar 1 ano, mas por causa do transito, só chegava em casa quase às 4 da tarde. De qualquer forma já foi bem melhor do que chegar ás 7 da noite, acho que só aguentei o retorno por isso…. Mas justamente por ter tido a experiência, sei que eu preciso de mais.
      Mas olha, não fique culpada não (se é que é possível), se o trabalho te realiza e te faz feliz, então ele tb é importante para que você seja a mãe que é…. Quando digo que pararia, não é por culpa, não é só por ele (não sou tão altruísta assim!) é por mim, principalmente por mim….
      beijos

  16. Essa Fê me representa demais!!
    Eu pararia e não pensaria duas vezes, Fê!!
    Por tudo isso que você disse e por mais! Muito mais!!
    bjs de conforto pra você e pra mim!! haha

    1. Fernanda Curado Reale comentou:

      Kenia, tamu junta <3<3<3

  17. Adorei o texto e concordo em gênero, numero e grau… e completo; a maternidade é a profissão mais importante que alguém possa ter. Existe responsabilidade maior que cuidar, gerir e formar uma pessoa? Sinceramente não consigo encontrar nenhuma.

    1. Fernanda Curado Reale comentou:

      Tudo a ver com nossa jornada no empreendedorismo né, Stéphanie?
      Beijos e obrigada pelo carinho de sempre

  18. Lílian comentou:

    Como o mundo dá voltas……vc sabe mais do que ninguém que há 10 anos jamais cogitaria essa possibilidade, mas depois de dois filhos, uma rotina cansativa e estressante pra todos, inclusive meu marido, tenho que concordar com cada palavra sua. Infelizmente ainda não é uma realidade próxima para mim, apesar de gostar do meu trabalho, financeiramente faz falta. Quem sabe um dia?!?!?!?!
    Beijo grande

    1. Fernanda Curado Reale comentou:

      Amiga, você sabe que eu tenho um orgulho danado de ver a mãe em que você se transformou né?! Sempre tive, mesmo antes de ser mãe tb, agora então!
      Estamos fazendo o nosso melhor, e que esse “quem sabe um dia” chegue logo para nós 😉
      beijos

  19. - MeM Indica #4 |

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