Qmãe convida: O desafio da segunda gestação

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Há muito tempo eu queria emprestar o espaço aqui do blog para que outras mães dividissem conosco também suas experiências, desabafassem, enfim, colocassem a boca no trombone. Então hoje estou estreando este espaço, o Mãe que convida, onde serão publicados textos de mães convidadas.

E para começar, nada melhor que uma amiga de longa data, a Pri é minha amiga de escola, e embora não fossemos assim tão próximas na época de colégio a maternidade e o facebook acabaram por nos aproximar, e mais ainda depois que nos descobrimos grávidas quase juntas!

Mãe de segunda viagem como eu, aqui ela faz um relato sincero sobre os desafios de scuidar de um segundo filho, anos após já ter vivido tudo isso e descobrindo as diferenças entre expectativa e realidade.

Imagem: Pinterest salvo de smileandup.blogspot.com

Imagem: Pinterest salvo de smileandup.blogspot.com

O desafio da segunda gestação  – por Priscila Paulo

Quando engravidei do Gabriel, as pessoas me parabenizavam e emendavam um “Você vai tirar de letra! Todo mundo diz que o segundo é mais fácil!”. Sete anos depois, mais madura e com uma depressão pós-parto superada no currículo, eu balançava a cabeça em concordância. A preocupação com o que viria pela frente havia dado lugar à praticidade: um berço desmontável, algumas roupas e sapatos do sobrinho que já está com um ano, uma bicama no quarto do irmão e pronto. Tudo resolvido e a mamãe aqui orgulhosa por ser tão descolada.

Mas aí ele nasceu. Três semanas depois do previsto inicialmente. Sim, três semanas… rs “A cara do irmão. Vai ser moleza.”, pensei. Passadas duas semanas, me convenci que estava sendo diferente. Menos ansiosa e triste? Com certeza. Aliás, meu puerpério tem sido bem tranquilo, de uma forma geral. Agora, dizer que tem sido mais fácil, depende do ponto de vista.

Um exemplo? As cólicas do primeiro passaram depois de um mês e eu chorava com ele a cada grito de dor. Com o segundo, eu ficava tranquila a cada grito, até descobrir, dois longos meses depois, que as crises intermináveis eram provenientes de uma APLV e que eu era, indiretamente, a grande responsável pela dor do meu pequeno. Choro acumulado derramado em dobro com a descoberta.

O umbigo demorou 15 dias para cair, apesar das enxurradas de álcool 70% a cada fralda trocada (lição aprendida com o primeiro).
“E a amamentação?”, vocês devem estar se perguntando. Outro desafio diário! Enquanto o primeiro dormia e não sugava com força, o segundo suga, mama por livre demanda e, ainda assim, os 4,5 litros de água e as sonecas diurnas não são suficientes para garantir a produção do leitinho. Como faz? Recorre à comprimidos manipulados, anti enjoo, chá e reza, gente! Só não caiam na velha história da canjica, para evitarem parar na emergência com o rebento aos dois meses por conta de uma crise braba de alergia… Cadê a moleza?!
“Cada filho traz consigo surpresas e desafios. O bom é saber que sempre estamos prontas.” Essa será a minha fala da próxima vez que alguém me disser que engravidou novamente. Concordam que é mais, digamos, apropriado? 😉

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