Como agir com filhos em fases diferentes – dia 46

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46 dias! Sempre ouvi minha sogra dizer que quando saímos da maternidade com o segundo filho nos braços, no momento em que chegamos em casa o primogênito que era nosso bebê, cresce anos em um instante! E o perigo aí é a gente achar que ele é grande o suficiente pra entender tudo.

Desde que engravidei ouvi todo tipo de palpite sobre essa questão do mais velho, muitos apostavam que Pedro daria muito trabalho, ele é de fato muito apegado a nós, e bastante ciumento, era de se esperar que ele sentisse a concorrência.

A verdade é que talvez por ter sido alertada, ou por já enxergar meu filho mais como um menino do que um bebê, eu não senti tanto o choque e ele por sua vez, também vem superando as expectativas. Não que ele não sinta, é comum ele requisitar atenção justo quando Laurinha tem uma crise de choro, muitas vezes ele verbaliza que estamos dando atenção a ela e não a ele, outros dias ele está mais dengoso, mas não houve uma regressão explícita, nem aumento da agressividade. Eu diria que ele sente mais a falta do pai que voltou a trabalhar fora todos os dias, do que a presença da irmã.

Mas mesmo assim eu estou sempre atenta tentando evitar possíveis gatilhos e hoje fiquei pensando que talvez o mais difícil seja o fato de que uma criança na idade dele leva chamadas o tempo todo, por mais carinho e atenção que eu dê, preciso também cobrar e corrigir, enquanto um neném fica só com a parte do carinho e atenção. Pedro é muito esperto e não demora muito ele vai perceber isso e me questionar, e eu já vou pensando na resposta…. Enquanto isso vou me equilibrando entre compreender sem ser condescendente, entre seguir educando sem ser dura além da conta, a diferença razoável entre os dois os coloca em fases tão distintas, nem sempre permite tratamentos iguais, e o desafio é fazê-lo sem ser injusta. E isso tudo tá só começando…..

1 comentário

  1. Rosemeire comentou:

    Nossa! Quando leio o que você escreve me sinto consolada… tenho a Gabriela de 1 ano e 7 meses e no fim de Março chega a Maitê… tenho muitas dúvidas e medos, mas quando você escreve esses textos eu vejo que não estou sozinha e será possível vencer as fases que estão por vir… obrigada!!!

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