Sobre curtir as fases do bebê sem pressa – dia 49

Categorias: 100 Primeiros dias, Versos diários
Quarenta e nove dias, quase metade dos tais 100 dias que eu me propus a dividir com vocês! Nesses quase dois meses, já passamos tanta coisa, puerpério, choro meu, choro dela, cólicas, noites em claro…. E assim meio que sem se dar conta a nova vida vai encontrando seu lugar, o parto já não se faz mais lembrar diariamente não fosse pela cicatriz, as cólicas já ficaram para trás, e afinal passou mais rápido do que eu previa… E hoje ao olhá-la assim dormindo, serena, como faz a maior parte do tempo, percebo o quanto somos ansiosas e apressadas sem se dar conta do quão sortuda somos!
Este talvez seja o maior legado que o primeiro filho me deixou, o de esquecer a pressa! E essa é uma lição que ainda precisará ser lembrada diversas vezes, como no texto que escrevi quando Pedro já não era mais um bebê (leia aqui). A gente tem pressa que a cólica passe, que o bebê pare de chorar, que ele durma, que fique sozinho no berço, que pare de mamar à noite…. Mas a verdade é que dormem a maior parte do tempo, ainda que pareça pouco, e que o trabalho seja muito, está só começando, e sim, vai dar cada vez mais trabalho, mas cada vez mais prazer também! Eles não vão mamar pra sempre, nem se quer caberão no colo por tanto tempo, é tempo de curtir, de aproveitar….
E embora a culpa seja figurinha fácil no repertório de qualquer mãe, não me culpo por nem sempre perceber e dar valor a estes momentos…. Afinal a maternidade também já me ensinou que conflito e dualidade de sentimentos são naturais. Que a gente torce pra que eles durmam, pra depois sentir saudades, que por vezes nos exaurimos em amamentar, mas comemoramos quando conseguimos chegar aos seis meses de aleitamento exclusivo.
Eu deixo dormir a hora que for e o quanto quiser e que seja da noite o que Deus mandar, eu pego no colo quando ela pede e quando eu sinto vontade, mas também a coloco no berço para que a seu tempo ela se aconchegue nele, eu dou o peito quando chora mas também ofereço outros estímulos à medida que se mostra mais esperta. Eu não sigo cartilhas, nem livros, nem discursos, eu sigo fazendo o que o coração manda, dessa vez tentando não apressar o tempo, mas ainda ouvindo meus instintos…

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