Um poema para meu filho, parabéns!

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Hoje o dia é dele! Há quatro anos eu acordava numa quarta-feira 2 de novembro, após uma noite toda contraindo de hora em hora sem muita força, e sem crer muito que era O DIA, já que as contrações já se faziam presentes desde de segunda à noite após a consulta. Ricardo, que estava em casa já que era feriado, me fez um queijo quente e um suco de laranja de café da manhã, que mais tarde, quando a cesárea foi necessária, não combinou nada com a anestesia. E à medida que a manhã avançava a intensidade aumentava e os intervalos diminuíam, até aí, eu sempre calma e racional demais não tinha ligado para a obstetra. Sentamos os dois no sofá, Ricardo com o notebook no colo abriu o excel e começamos a contar as contrações, duração e intervalo (faz só cinco anos, mas com Laura já fiz isso com um aplicativo de celular) até que …. elas se repetiam de 5 em 5 min, duravam cerca de 40seg e a cada 3 uma era daquelas…. daquelas de ficar quietinha e nem sequer pensar…. Bingo! Hora de ligar para a médica!

parabens meu filho

Pedro tão previsível, desde a barriga, anunciou que vinha, em diversas etapas, a bolsa só rompeu no hospital, veio com calma, sem sustos… até que não veio… o tempo dele era outro, aquela historia de nascer dava muito trabalho, assim como, mais tarde, dava trabalho segurar a mamadeira ou comer sozinho…. e assim apesar dos 10 de dilatação, nada! Ele nem se mexia. E eu lembrando da mãe de um amigo que 4 dias antes, quando todos que olhavam minha barriga enorme, diziam: “a bolsa da maternidade tá no carro? você vai acabar saindo daqui para lá, né?!”, ela dizia “que nada essa barriga tá alta ainda, precisa baixar muito”. Pois é, estava alta mesmo, e não baixou nada, nadinha…. então após algumas horas sem evolução, Pedro nasceu como quis, ou seja foi nascido por uma cesárea breve tranquila.

Era dia de finados, o único dia da semana provável que eu torcia para que ele não viesse, mas ele já mostrava sua personalidade e foi nesse dia que ele veio, maternidade às moscas, como ele gosta, sem tumulto, sem muvuca. E hoje, eu amo o fato dele fazer aniversário num feriado, assim sempre podemos passar o dia juntos, ainda que a comemoração tenha que esperar, como ano passado em que eu estava de repouso após um sangramento às 11 semanas de gestação.

Esse pequeno poema escrevi para ele há um ano atrás!


Parabéns, meu filho

 

Sua chegada me roubou o tempo, a liberdade e o sono
Seu grito me toma o ar
Suas travessuras me tiram o fôlego
Seu choro me rouba a paz

Seu sorriso me deixa sem palavras
E seu olhar me leva os sentidos

Mas engana-se quem acha que eu lhe dei a vida
Foi você quem a me trouxe de volta
Mais simples e mais colorida
Por isso hoje comemoramos juntos

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