Sobre a escolha de ser mãe – dia 231

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Dia 231, mais de duzentos dias, mais de sete meses, mais de meio ano reafirmando todo dia a escolha de ser mãe, isso sem falar nos anos que vieram antes! Mas afinal quando eu escolhi ser mãe?!

Não, eu não estou falando de quando decidi ou escolhi ter filhos, mas sim de quando escolhi ser mãe acima de todas as outras que sou, ser mãe antes de tudo, ser mãe em primeiro lugar. Também não estou falando da escolha pela dedicação exclusiva, ou semi-exclusiva, mas sim da escolha de mesmo trabalhando, fazer da maternidade a minha prioridade. Eu escolhi ter filhos sabendo que minha vida ia mudar muito além das horas de sono perdidas e do cheirinho de bebê na minha cama, sabendo que a vida muda, sabendo, ou imaginando, o tamanho do compromisso….mas não, eu não sabia o quanto eu mudaria, por dentro, por fora, visceralmente.

Eu não escolhi ser mãe quando fiz a primeira ultra, nem mesmo quando o segurei ainda na sala de parto, ou quando cheguei em casa com ele nos braços , nem a primeira vez que o acalmei junto ao meu corpo ou que o fiz dormir em meu colo, nesse momentos, nos conectamos. Mas foram as escolhas do dia a dia que, pouco a pouco, me fizeram optar em ser essa mãe, não foi porque era certo… e existe jeito certo?! Acho que não! Existe o meu jeito, o jeito que eu quis, que instintivamente aconteceu, o jeito que me tornei.

E por fim me tornei essa mãe que abre mão de si mesma, por vezes até demais, me tornei essa mãe que a cada filho imerge na maternidade até encontrar fôlego pra voltar à superfície de si mesma, me tornei essa mulher vestida na pele de mae até que haja espaço para outra coisa, outra roupa, outro papel.

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