2016: o ano que minha filha nasceu – dia 239

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239 dias, 30 de dezembro de 2016, há 239 dias, em 05 de maio, nasceu Laura! O ano em que nasce um filho nunca é um ano qualquer, ficará marcado na memória, é aquele ano que escreverei infinitas vezes a cada formulário que conste a data de nascimento dela, a qualquer tempo poderei dizer sem esforço quantos anos se passaram para os acontecimentos deste ano…. jogos olímpicos, impeachment, acidente com a chapecoense, mudança da melhor amiga pra Curitiba, casamento da Tati…. lembrarei sempre, sem precisar fazer contas.

2016 foi um ano estranho pro Brasil e pro mundo, mas pra mim 2016 foi o ano mais esperado, e não falhou em corresponder às expectativas. Já em 2008 atuando na candidatura da cidade à sede dos Jogos, eu ouvia falar dele…. era ainda tão distante, nem imaginava que junto com ele viria um filho, aliás um segundo filho. Mas quis o destino que em setembro de 2015 eu ganhasse mais uma razão para esperar por 2016, que se iniciasse mais uma contagem regressiva!

E o ano chegou, com ele um verão interminável que fez parecer uma gestação também interminável, mas no tempo certo ela chegou, minha menina nunca antes imaginada, complicada e perfeitinha, linda! E de tão diferente me deu uma nova oportunidade de ser mãe, de me redescobrir num papel que eu já exercia…. de tão feliz me fez reencontrar meu bom humor, minha alegria. De tantas boas notícias que trouxe com ela me fez acreditar novamente em mim, e nos meus sonhos. De tanto me olhar me faz enxergar o que eu não via, me faz ter ideias. De tantos sorrisos faz meus dias iluminados, ainda que o sol esteja encoberto lá fora!

O ano em que um filho nasce ficará marcado na memória também por tudo aquilo que abri mão de viver, pelas festas que não fui, as competições que assisti só pela TV, os filmes que não assisti e as histórias que não acompanhei… é um ano muito particular, de pouca presença e muita lembrança, de pouco eu e muito ela, de pouca vontade e muita escolha. Um ano carregado de intensidade e que deixa saudade!

O ano da chegada de um filho, seja o primeiro, segundo ou quarto, é um ano de renascimento, de renovação da identidade! E por isso, ainda que o mundo lá fora tenha continuado girando, que o ano tenha sido bom ou ruim, próspero ou não, pra quem foi mãe, a vida sofreu uma pausa, foi reeditada, agora corta pra vida de novo, trocaram as lentes, e ela agora segue mais colorida, mais brilhante e mais viva. Estranho ou não, 2016 me trouxe mais um Oscar, pra mim foi ótimo!

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