O maior medo de uma mãe – dia 253

Categorias: 1000 dias de mãe, Versos diários

Dia 253, e você aí se peguntando por onde andei nos dias 250, 251…. Pois é! Vou falar disso já já! Mas antes eu queria falar dos medos de mãe, já escrevi sobre eles uma vez…. Eu me considero uma pessoa bastante equilibrada, uma das coisas que mas escuto de amigos e familiares é “você que é que a mais sensata”…. Até o pediatra dos meus filhos concorda e não se cansa de me render elogios neste sentindo, prova de que até como mãe, posso me considerar acima de tudo, racional.

Leia também sobre os medos que surgem quando um filho nasce!

 

Ainda assim ou talvez justo assim, a maternidade me fez medrosa! São medos e receios que nunca tive, desde os mais bobos e infundados, como o medo de atravessar a rua com Pedro recém nascido nos braços ou no carrinho; até os mais traumáticos, como o pavor de janelas, piscinas….. Quem tem filho, tem medo, medo que eles se machuquem, medo que sofram…. é normal, se chama zelo! Não tenho em excesso, não me paralisa, não me faz paralisá-los, impedi-los de brincar, de explorar…. eu aguento! Aguento o frio na barriga quando Pedro escala meio sem jeito o trepa-trepa, aguento firme quando Laura rompe num choro sentido ao espetar da agulha da vacina. Segurei a onda quando Pedro entrou pela porta do centro cirúrgico para tirar uma hérnia aos dois anos e nem hesitei em autorizar o primeiro passeio com a escola aos três.

Mas é o medo de faltar aos filhos o que mais me assusta. Quando entrei no centro cirúrgico para o Pedro vir ao mundo, eram muitos os pensamentos que povoavam minha cabeça, muita ansiedade, mas nenhum medo…. talvez uma apreensão para que ele nascesse bem, com saúde, mas nenhum medo de que algo me acontecesse ali naquela mesa….. já com Laura, não vou negar, ao sair de casa, eu pedi a Deus para voltar pro meu filho. Quem nunca saiu dizendo “mamãe já volta”? A gente promete isso a eles o tempo todo, promete estar lá sempre que precisarem, promete estar sempre ao lado deles. Como não lembrar dessas promessas quando o taxista dirige feito um louco, ou quando o avião balança, a linha vermelha pára sem motivo, alguém passa correndo…. enfim como não lembrar dos filhos ao menor sinal de perigo?!

Essa semana eu precisei ir à emergência de um hospital, eu teria ido já na semana passada, mas o medo de ficar por lá, de ter que ser internada e não voltar para amamentar Laura e para dormir com ela, me fizeram aguentar a dor por mais tempo do que eu deveria. Por sorte ainda não foi emergência e eu pude voltar, ficar de molho uns dias e agora com calma procurar um médico. A noite fora de casa será afinal inevitável, mas nada que com a devida programação, muito leite estocado, e papai treinado e preparado psicologicamente, eu não vá, racionalmente, tirar de letra…. ainda que com o coração apertado!

 

Deixe seu comentário!