Dia a dia com filhos: como é importante ter ajuda! – dia 295

Categorias: 1000 dias de mãe, Versos diários

Duzentos e noventa e cinco dias, muitos dos quais, certamente a maioria, eu tive alguma ajuda…. ah! como é importante ter ajuda no dia a dia com os filhos. Seja uma funcionária, mãe, sogra…. seja fixa ou esporádica, o dia todo ou por algumas horas, qualquer ajuda, é fundamental!

Eu não tenho qualquer ajuda regular contratada, recentemente contratei uma faxineira mas ela não tem nenhuma obrigação com as crianças, nem sequer peço a ela que dê uma olhadinha. Por outro lado tenho minha mãe, que durante todos esses meses veio a minha casa diariamente. Ao longo do ano passado levava Pedro à escola, e passava a tarde por aqui dando uma ajuda com a Laura. Essa ajuda foi fundamental em muitos momentos, quando fazia muito frio ou muito calor e seria péssimo sair com Laura à 1 da tarde e andar por cinco quarteirões ida e volta da escola. Quando Laura chorava a madrugada toda e eu podia dormir um pouco pela manhã já que minha mãe chegava para ficar com Pedro. Foi fundamental poder buscar o mais velho na escola eventualmente, ou até mesmo escapar pro supermercado rapidinho entre as mamadas.

E ainda do fato de ter ajuda foi também fundamento para me virar sem ela quando foi necessário, os dias que por ventura minha mãe não pode vir, eu até curti dar conta de tudo sozinha. Até que a ajuda viajou por um mês… um mês inteirinho sem ajuda, um mês inteirinho só eu e eles de segunda a sexta-feira da hora que acordamos às 6 da tarde, quando papão chega! Não foi fácil, todo dia um dia após o outro leva à exaustão física e mental. É tudo você, a única fonte de atenção e carinho ao longo do dia, eles te sugam. Fora o peso de precisar fazer tudo ao mesmo tempo em que não tira os olhos de um bebê em movimento pela casa, movimentos inseguros e suspeitos. Sem aquele respiro, aquele intervalo que a ajuda proporciona, sem dividir.

Ao mesmo tempo foi um enorme aprendizado. Se tornar mãe em tempo integral depois de anos de maternidade é um exercício, uma redescoberta. É encontrar o melhor de mim onde eu já não existo. Não foi à toa que os relatos dos últimos tempos ganharam tons mais fortes de desabafo, e andei carregando nas tintas, eu sei, mas também compartilhei lições e vitórias, e que daqui pra frente, com a ajuda de volta, eu possa ser uma mãe mais leve novamente, mas também mais consciente.

Minha admiração às mães que não tem família por perto ou qualquer apoio!

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