Vida de mãe é um eterno corre corre – dia 312

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Dia 312, o dia da agenda lotada, do corre corre. Mas a verdade é que, passados aqueles primeiros meses que acontecem meio em câmera lenta, vida de mae é um eterno corre corre!

Eu tenho sensação de estar sempre correndo, correndo pra dar conta, correndo atrasada, correndo porque estou devendo, sempre devendo mil tarefas por fazer. Correndo pra levar na escola, pra buscar na escola, correndo pra revelar a foto que a professora pediu ou para achar o tal papel glacê azul royal que eu até hoje não sei o que é exatamente! Correndo dentro de casa pra lavar a louça antes que o arroz queime, pra trocar a fralda antes que o outro acabe o banho. Correndo pra dar todos os telefonemas, escrever todos os textos, mandar todos os e-mails, antes que acorde.

Hoje eu me superei, o dia começou às sete. Pra quem trabalha de madrugada como eu, e tem uma filha igualmente notívaga, embora eu tente convertê-la, isso é bem cedo! Pedro tinha consulta às nove, só acabou às dez, e toca correr pra casa, fazer o arroz – pra você que se pergunta se eu só faço arroz, quase isso, carne e feijão costumam estar prontos, no dia a dia é mais arroz e complementos, como só quem come complementos sou eu, a obrigação acaba no arroz mesmo – onde eu estava mesmo?! Ah sim, no arroz, esquentei a papinha da Laura, enquanto minha mãe dava, terminei o prato do Pedro e lavei a louça. Catei Laura no sling e corri para o pediatra, consulta de rotina.

Findo a consulta e o escândalo que ela faz pra ser examinada, medida é por fim vestida, voltamos pra casa, ela dormindo, eu carregando e correndo. Deixei ela dormindo, corri pra tirar leite só por desencargo, peguei meu exames e saí outra vez, pro outro lado da cidade, desta vez para eu mesma fazer um exame…. chego lá e não era hoje, era sexta feira!!! Isso mesmo, eu corri à toa! Detalhe eram mais de 3 da tarde e eu tinha tomado café antes das 8 da manhã, porque o exame exigia horas de jejum. Então corri pra comer, em algum restaurante que tivesse tomada disponível porque a essa altura precisava recarregar a bateria. No caso a do celular porque a minha só Deus sabe quando né! E pra não perder o costume comi com pressa e corri pra buscar o filho 1 na escola!

Cheguei em casa um trapo, já que pra completar o resfriado da Laura me pegou de jeito. E por falar nela, cheia de saudade também me pegou de jeito. Coloquei o lanche do Pedro e deitamos ela é eu para o momento tão aguardado, ela pra mamar e eu só pra deitar mesmo, ainda que por alguns minutos para amamentar. Ah! Como é bom deitar, recarrega!!!

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