O bebê de 1 ano: o que muda afinal? – dia 364

Categorias: 1000 dias de mãe, Versos diários

Dia 364, Laura vai finalmente fazer um ano…. bem, não sei se é exatamente finalmente, afinal parece que foi ontem que tudo começou! “Finalmente” denota algo que foi ansiosamente esperado, mas afinal o que muda depois do primeiro aniversário do bebê? Na prática mudam algumas coisas, nada instantâneo, nada mágico, então o que esperar do bebê de 1 ano?

bebê de 1 ano

Prestes a fazer um ano, andando com alguma firmeza, Laura está bem naquele momento em que cega a gente, confiante, quer escalar os móveis, ultrapassar obstáculos, tombos são inevitáveis, o choro é sentido, mais pelo susto do que pela dor. Levada, gosta de explorar a casa, até foge da gente, mas em novos ambientes leva um tempo estática, antes de se sentir à vontade para reconhecer o terreno. Sempre sorridente, continua simpática, aberta a todos, mas eventualmente se assusta com um bigode, óculos, estranha, reclama. Segunda filha, independente, decidida. Não mudou muito nesse tempo, na verdade permanece mudando a cada dia, sempre inconstante. Uma hora só quer colo, outra só quer chão, um dia brinca por horas a fio sozinha, outro choraminga a maior parte do tempo e não se satisfaz com nada. Um dia come tudo, raspa o prato, no outro nem malabarismo permite a colher chegar à boca. Deu para enfiar os dedos, por vezes a mão inteira na boca, quando não quer mais comer, provoca ânsia, é aflitivo…. quanta personalidade! Por outro lado espreita qualquer um que apareça carregando um prato ou comendo alguma coisa, olhinhos ávidos, mãozinhas prestes a dar o bote ao primeiro descuido nosso. Adora comer do prato do irmão, e do nosso começa a experimentar uma coisa ou outra, sempre um pouco desconfiada.

E o sono? Bem, se melhora daqui pra frente eu não sei, realmente espero que sim porque em 12 meses, eu diria que os últimos 3 foram os piores, piores até que os primeiros, quando ela trocava o dia pela noite, mas ao menos dormia de dia. Nem o aumento do gasto de energia ou mesmo o desmame (assunto que merece um relato inteiro), iniciado meio que por acaso, lenta e gradativamente, nem mesmo isso parece ter feito diferença até agora. Pequenos despertares são muito frequentes, acrescidos de dois ou três acordadas de fato ao longo da noite, pelo menos uma levando mais de uma hora para voltar a adormecer. Isso sem falar na guerra para adormecer, que ainda acontece eventualmente. Enfim, nada mudou, a não ser nossa resistência e paciência, cada vez menor.

As interações com outras crianças se fazem mais claras, chama, segura, oferece um brinquedo. Ronda o irmão, imita, e mesmo que ele mais reclame dela do que propriamente a inclua em sua brincadeiras, muitas vezes acaba encontrando um jeito de participar da farra. Adora bola, bichos de pelúcia, começa a eleger preferidos e até reconhecer personagens. Atende comandos quando dá na telha, entende o não, se assusta quando é pega no flagra. Das coisas peculiares que faz, estão andar pra trás, repetir o próprio nome sem parar ainda que não muito claramente e puxar os cabelos quando está irritada ou com sono.

Enfim, o que muda a partir de agora já começou mudando quando os primeiros passos foram dados…. o que muda é que o olhar se volta para o mundo, novos alimentos, novos sabores, novos lugares por onde andar, outros colos, outros afetos. O primeiro ano passou, tempo suficiente pra deixar o calor do colo materno e buscar novas aventuras. E para mim, se o primeiro filho parecia tão crescido com um ano, tipo “já tem um ano!”, a caçula me parece ainda um bebê, tipo “ainda tem um ano!”. Mas ao mesmo tempo, é tão mais fácil deixar ir, experimentar, tropeçar, provar e até chorar. O primeiro ano é todo para dentro, é todo mãe e bebê, você é o alimento, o conforto, o mundo…. é todo em casa…. agora, a caminhada dela começa, lentamente, a passos desajeitados, não além do que meus olhos alcançam, ao menos não por enquanto…. mas é um começo.

 

 

 

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