Desmame da mãe: a saudade de amamentar – dia 393

Categorias: 1000 dias de mãe, Versos diários

Trezentos e noventa e três dias, desses já são quase 30 sem amamentar, ainda não completou uma mês, tão recente, mas a saudade é enorme. Hoje quem sente o desmame sou eu, e é disso que vou falar hoje, o desmame da mãe e a saudade de amamentar.

Pra começar por mais cansativo que fosse amamentar, era também um delicia e, sendo Laura agitada como é, era praticamente o único momento que eu tinha ela entregue em meus braços. Sinto falta desses momentos. Quanto aos benefícios espalhados aos quatro ventos, dormir melhor, comer melhor, ter mais liberdade… pouca coisa mudou! Não que eu tivesse assim tantas expectativas, já desconfiava que era mito. Ok, sair sem ela, em especial à noite, ficou mais fácil, mas ainda é tão raro por tantas outras questões que pouco importa. Talvez eu não tivesse ido a Aparecida para a participação no programa de TV, mas a verdade é que essa suposta independência se deu muito mais por mim que perdi o medo de me afastar depois de ter ficado 3 dias no hospital, do que pela parada da amamentação em si.
Mas são tantos os momentos em que me faz falta amamentar, quando ela toma um tombo daqueles e chora assustada, falta o peito e seu poder analgésico; quando ela acorda de noite e não dorme por nada, mesmo não resolvendo sempre uma hora ela dormia, e é tão mais fácil dar o peito que preparar uma mamadeira; naquela hora do meio da noite ou na rua que ela começa a ficar enjoadinha e não sossega com nada, que falta faz um peito para acalmar. Ou quando o passeio se estendeu e bateu a hora da fome mas não tem nada a mão, o peito sempre estava disponível!
Não vou negar que a cervejinha que voltei a beber com o marido me relaxa e é uma válvula de escape que me fazia falta, mas tirando isso, fiquei só com a saudade mesmo…. quando olho pra ela, ainda tão pequena, é ainda um bebê, ah quanto tempo ainda teríamos pela frente…. não há qualquer arrependimento, mas fica o vazio, fica a saudade!

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