Dia dos namorados depois dos filhos – dia 403

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403 dias, desses, 2 dias dos namorados, sinceramente não me lembro de como foi ano passado, Laura tinha pouco mais de um mês, e esse ano, bem, também não acho que será memorável, só mais um dia desses 403…. e afinal eu não sou assim tão ligada nessas datas, sendo tão próxima do meu aniversário então, essa sempre ficou meio em segundo plano!

dia dos namorados

Pra falar a verdade de todos os dias dos namorados que passamos juntos, antes ou depois dos filhos, e olha a essa altura entre nossas idas e vindas nem sei dizer quantos foram, mas o que tenho mais lembranças foi o primeiro depois de sermos pais. Tínhamos acabado de nos mudar pra onde moramos até hoje, Pedro tinha sete meses e eu trabalhava ainda em horário reduzido, até as 14h. Cheguei cedo, passei no supermercado e comprei os ingredientes para um talharim à carbonara, o primeiro prato que fiz pra ele na vida….o mais elaborado sem duvida…

Ainda não tínhamos mesa de jantar, apenas uma mesa antiga daquela que ficam dobradas, e a nossa não podíamos abrir porque o cheiro de madeira fechada causava alergia nos dois! Foi assim, dobrada mesmo, também não tínhamos cadeiras, usamos os pufs que fazem conjunto com o sofá, colocamos a mesa na varanda e jantamos ao som de backyardigans na TV, com Pedro quietinho em sua cadeira assistindo. Terminamos a primeira e única taça de vinho já esparramados no sofá. É bem verdade que vinho nunca foi nossa praia, mais a massa e a data pediam. Se fosse hoje talvez eu já soubesse escolher uma cerveja à altura, e certamente não teríamos parado no primeiro copo…. ou não!

Enfim, antes das dez da noite não era só Pedro que dormia em frente à TV…. e assim passamos o primeiro dia dos namorados do resto de nossas vidas…. até aqui, até os próximos anos talvez…. e tudo bem! Porque o amor depois dos filhos desconhece datas, nem aparece na sexta à noite…. ele aparece na quarta feira de manhãzinha antes do trabalho ou no meio da madrugada quando o bebê não dorme e vocês apenas se fazem companhia e se olham no sofá. O amor depois dos filhos esquece até o ciúme por uns tempos, mas está lá no pedido de desculpas depois daquela briga por causa do lixo que não foi jogado fora, da agenda da escola que ficou sem ler ou da fralda que ninguém comprou e acabou. Não tem tempo pra escurinho do cinema, mas não perde por nada as mãos dadas enquanto assistem a primeira apresentação na escola. As mensagens românticas são trocadas pelas fotos de qualquer gracinha dos filhos, rapidamente compartilhadas sempre que um dos dois está longe, e o dormir de conchinha ganha uma nova versão com participação especial.

Enfim, o amor depois dos filhos se sustenta de dia a dia, de batalha a batalha, com menos juras e mais silêncio compartilhado, menos toque e mais empatia, menos beijos e mais sorrisos divididos…. e isso está lá todos os dias!

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