Eu não preciso de mais essa culpa! – dia 406

Categorias: 1000 dias de mãe, Versos diários

Dia 406. Quem me acompanha há muitos desses dias, ou mesmo há poucos…. quem me acompanha a qualquer tempo nesta jornada, sabe que Laura tem problemas de sono. Muitas pessoas me escrevem inbox contando suas histórias e sugerindo soluções. Florais são muito citados. E eu há tempos venho mesmo pensando em procurar alguma ajuda. Então hoje me deparei com um vídeo feito por uma especialista em terapia com florais para crianças, a chamada do vídeo se refere especificamente ao bebê que não dorme e por isso me chamou a atenção. Toda a teoria apresentada se baseia na história da gestação, e nas evidências de que tudo que é vivido pela mãe passa para o bebê, emocional e quimicamente. Eu assisti o vídeo e me senti basicamente ouvindo “o seu bebê não dorme por culpa sua!”. Será que eu preciso dormir com mais essa culpa?!?

dentro da barriga

Sinceramente tem horas que a internet e sua profusão de informações mais atrapalha do que ajuda. E eu não estou questionando a veracidade das teorias, acho, em parte, bem coerente, mas eu realmente preciso saber disso dessa forma, para entender e ajudar minha filha a dormir melhor?! Chega a ser cruel levantar questões como a aceitação da gravidez ou do sexo do bebê, afirmando que isso marcará seu filho por toda a vida! Como se alguém fosse absolutamente responsável por seus sentimentos ao longo da gestação, como se alguém tivesse absoluto controle. Como se todo o amor que veio depois não fosse sequer suficiente para apagar as marcas indeléveis deixadas na gestação. Ainda que seja verdade e que entender esse histórico possa me ajudar a resolver, ainda que isso me traga algum poder de solução, é preciso perceber que também imputará uma baita culpa, é preciso dizer isso de outra forma, no mínimo com mais empatia e sensibilidade.

E eu não estou aqui me colocando contra o tratamento e nem tampouco contra a profissional, estou apenas me questionando se a essa altura da maternidade, nós mães precisamos ainda conviver com o fato de que todos os nossos medos, ansiedades e emoções possam ter gerado em nossos filhos essas mesmas sensações colocando-os em estado de alerta a ponto de não dormirem, entre outros efeitos. Eu, como cientista que um dia fui, acredito na importância desses estudos para nortear o trabalho dos profissionais envolvidos, mas deveriam ficar restritos a eles, porque por nós mães esse conhecimento pouco faz além de nos colocar mais responsabilidades nas costas.

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