A importância de se preparar para a amamentação

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“Descobri que estou grávida! O que preciso organizar? Sobre o que devo me informar? O que é necessário providenciar, comprar, ajustar?…”

se preparar para a amamentação

Na lista de prioridades deste pensamento que acontece com 9 entre 10 “recém-gestantes” (tá bom, 9,5, rsrsrs) certamente encontraremos preocupações com a compra de roupinhas e objetos diversos para o bebê, de necessidades de adequação do espaço (cabe no quarto? na casa? no carro?), de reflexões acerca das rotinas e das mudanças na vida de todos que cercarão o recém-nascido. Muitas pensam se terão problemas com os bichos de estimação, outras pensam nas mudanças que precisarão ser feitas em relação ao trabalho; algumas matriculam-se em aulas de hidroginástica ou retomam as caminhadas na tentativa de resgatar algum condicionamento físico que as faça passar de forma mais suave pela gestação – ou ao menos, controlar um pouco mais o ganho de peso. Há quem já pense em contratar babás ou quem comece as visitas pelas creches do bairro, mesmo que o bebê ainda esteja bem guardadinho no barrigão. Muitas mulheres iniciam pesquisas infinitas sobre médicos, equipes, casas de saúde, tipos de parto, doulas, custos, calendários…

Mas e a amamentação? Esse é um tema que está incluído no rol de interesses típicos das gestantes? Por que as dificuldades no estabelecimento da amamentação acontecem com tanta frequência?

Na nossa prática, percebemos que há um interesse crescente das mulheres, casais e famílias em buscar informações corretas sobre amamentação ainda durante a gestação. Essa é uma decisão que só traz benefícios: o puerpério “não é para os fracos”. A avalanche hormonal associada à privação do sono comum desse período é capaz de transformar uma atividade banal em um esforço importante. E como de banal a amamentação não tem nada… pólvora e faísca estão próximas o tempo todo. Se lembrarmos que um bebê saudável procura o peito cerca de 8 a 12 vezes por dia para se alimentar, e que ele também costuma ser levado para mamar em outras situações (para consolo de dores, para acalento, para auxiliar a dormir, para sanar um choro de razão desconhecida…), chegamos à conclusão de que a mulher que deseja amamentar seu bebê até o 6º mês de vida somente com o leite materno passará A MAIORIA ABSOLUTA DE SEU TEMPO envolvida nesta atividade. Como não se preparar para isso, minha gente? Sem informação prévia, sem ter ideia do terreno em que vai pisar, as chances de surpresas realmente aumentam.

E é exatamente por isso que estaremos por aqui! A partir de hoje, 1 vez por mês, teremos a oportunidade de oferecer informações corretas, atualizadas, em linguagem simples e acessível, na tentativa de contribuir para que mães, pais, bebês e famílias possam passar pela fase de amamentação da forma mais suave, saudável e prazerosa possível. Porque amamentar é bom, pódiscrê, mas só é bom meeesmo quando é bom pra todo mundo! 🙂 Será um grande prazer. Um beijo e muito leite!

 

 

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