Sobre sair para trabalhar e voltar! – Dia 432

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432 dias, tô sumida né?! Então, é que sigo na eterna roda viva que é equilibrar maternidade e trabalho. Não, ainda não voltei de fato a procurar emprego, e nem tampouco arrumei um, mas voltei a fazer alguns eventos como freela, algo que eu fazia há 10 anos atrás. E que pode ser uma alternativa nesse momento, adiando a volta definitiva ao trabalho.

sair para trabalhar

 Image by © Edward Bock/Corbis

Segunda feira, seis da manhã, chegando à Barra, era a primeira vez que eu fazia esse trajeto de metrô. E no que o trem ganhou a superfície, saiu do buraco e eu vi a luz do dia eu pensei que era exatamente assim que eu estava me sentindo naqueles três dias em que madruguei e saí de casa para trabalhar…. saindo do buraco, saindo da toca. E sim, é bom dar um pulo na outra realidade um pouquinho, sabe aquela coisa de a grama do vizinho ser sempre mais verde que a nossa, pois é bom pular o muro e ver que de perto, ela também está precisando ser regada.

Foi bom sair de casa, rever pessoas, conversar outras conversas, ouvir outros barulhos, sentir saudades e principalmente, ganhar algum dinheiro…. mas foi também um teste, uma bagunça na rotina, um descanso mental e um golpe de misericórdia no corpo já cansado. Foram 3 dias acordando cedo demais, saindo com as crianças ainda dormindo, o dia todo longe do celular, a bem da verdade, longe do mundo, fechada em um hotel…. mas aí vc é chega em casa no fim do dia, louca pela sua cama, mas os filhos estão lá cheio de saudade, e a rotina da noite precisa ser seguida como num dia qualquer, jantar, banho, ritual pra dormir…. ufa!

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E por fim, eu que andava bem esgotada com a vida de dona de casa e mãe, cansada de fazer todo dia tudo sempre igual…. ontem acordei com a casa um caos, a roupa atrasada, uma vida pra botar em ordem, mas feliz da vida tem voltar ao dia a dia com meus pequenos. Acordar limpando bunda enquanto o mais velho grita pra ligar a TV pra ele; dar comida pra dois ao mesmo tempo e comer rapidinho o que sobrou no tappleware mesmo, ali em pé na pia; levar na escola, voltar, respirar, piscar e opa, já tá na hora de ir buscar! Porque o pior do trabalho eventual é que ele te tira completamente de cena, em geral a carga horária é grande, e o melhor é que ele dura pouco! Nada como a ausência, pra dar valor a presença, nada como mudar de lugar pra querer estar onde sempre esteve, nada como a saudade!

 

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