Como sair com dois filhos – dia 433

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Dia 433. São 433 dias com a cabeça e o coração ocupados…. ocupados em cuidar de dois, amar dois, atender dois, olhar dois! Uma mão segura aqui a outra apoia aqui. E como é mesmo fazer as coisas com as duas mãos livres? Nem sei mais….

Enquanto é bebê um braço segura o neném no peito, o outro da comida ao mais velho, passa as paginas do livro enquanto conta uma história, muda o canal do desenho…… ou uma mão empurra o carrinho, a outra segura a mão do mais velho, empurra o balanço, carrega a mochila da escola… Bem dizia a minha sogra, filhos se tem dois, um pra cada mão! Ainda estou tentando descobrir como fazem as mães de três, quatro… E aí o bebê cresce, aprende a andar, e mais que mãos pra segurar, é preciso olhos e pernas para acompanhar. Carrega no sling pra facilitar, o peso compensa a tranquilidade de só ter um pra olhar. Mas depois de aprender a caminhar por seus passos, Laura ali, por muito tempo não quer mais ficar. E coloca no chão, um olho aqui outro lá, a paisagem mesmo mal deu pra olhar.

Passear com dois filhos, visitar locais públicos, turistar…. é uma aventura, uma maratona, é ver tudo o que você já conhece por novos olhos, olhos cheios de expectativa e curiosidade, é de orgulhar…. mas não dá pra relaxar. Sabe aquela coisa de admirar a vista, bater palma pro por do sol? Esquece…. Mas é chegar ao fim do dia e ouvir feliz da vida a reposta daquela pergunta: “o que você mais gostou no passeio?”. É colocá-los na cama e vê-los dormir em minutos, exaustos (claro que com a Laura não é bem assim!), é parar pra olhar as fotos do dia e esquecer tudo que aconteceu antes, durante e depois de cada clique. A ansiedade antes de chegar, as reclamações na fila, o medo do bondinho, os vinte pedidos pra ir ao banheiro, as 100 vezes que eu precisei dizer cuidado, espera, não corre, segura, olha o buraco, não grita….

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É mais ou menos como aquela foto linda dos irmãos se abraçando, a gente olha pra ela e esquece que segundos antes um queria o espaço do outro, um puxava e o outro chorava, o irmão carregava e sacudia a irmã como se fosse uma boneca e a mãe repetia, cuidado, devagar, deixa ela…. até que como magica eles se entendem, se olham, se abraçam, alguém clica, eterniza o momento e nada mais importa!

1 comentário

  1. Janaína Bernardino comentou:

    Acho que é exatamente isso que eu passo, aqui eu tenho 3 meninos, o mais velho não me dá tanto trabalho pois já tem 7 anos , o filho do meio com 5 anos é quem me dá mas trabalho, atenção, o mais novo de 9 meses me deixa cansada pq quer ficar no chão, e quer do lado dele pra tudo.
    Vc expressou muito bem quando vamos a rua, no fim do dia, a gente esquece, e começa tudo de novo no dia seguinte.
    Mesmo sendo cansativo e estressante com a graça de Deus estamos aí .

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