Dia chuvoso: um sofá, uma TV e dois filhos! – dia 472

Categorias: 1000 dias de mãe, Versos diários

Dia 472. Segunda com cara de domingo, chuva, frio…. E depois de um fim de semana em que não parei em casa com os dois. Hoje deu preguiça de encarar a chuva e resolvi exercer uma das vantagens de abrir mão do trabalho fora para ficar em casa, não levei Pedro à escola!

Encarar chuva, vento e frio com Laura no carrinho pra quê?! Ficamos os três em casa sem colocar o nariz na rua. Lá pelas cinco da tarde com Pedro correndo pela sala e cansada de tirar a Laura de cima do braço do sofá, onde ela insistia em subir, e de onde eu já a tinha tirado umas 50 vezes pelo menos. Então, lá pela cinco da tarde eu estava quase me arrependendo da decisão….. Pois é foi-se o tempo em que ficar com Pedro em casa numa tarde chuvosa significava sofá e TV a tarde toda!

Não sei se é da idade, se é a convivência na escola nova, onde eles têm muito mais espaço e liberdade pra correr e pular do que na creche onde eram mais tutelados. Ou ainda se é a presença da irmã, que é agitada e que não deixa ele se entreter com as atividades calmas que estava habituado como desenhar, montar quebra-cabeças e brincar de lego ou com seus bonequinhos. Mas a verdade é que o nível de energia dele subiu demais, e se antes ficar um fim de semana em casa era fácil, hoje ao final de um dia ele parece que sobe pelas paredes. Há quem diga que é bom, e eu concordo, sinal de que tem saúde, sinal de que não é tolhido, de que se sente livre pra ser criança.

E eu aqui pensando em Laura daqui uns cinco anos. Embora eu, na minha leiga opinião de tia observadora de muitos sobrinhos e sobrinhas, tenho a impressão que se a energia dos meninos tende a aumentar, a das meninas dá uma baixada. Mesmo as agitadas chegam a essa idade mais calmas, também ligada em desenhar, pintar, fazer pulseiras, brincar de maquiagem seja lá o que for, mas em geral ela acalmam um pouco. A essa altura já estou careca de saber que não há regras, mas….

Enfim, cedo ou tarde ela deixará de subir no braço do sofá pra cantar “livre estou” na frente da TV. Num piscar de olhos a menina que ontem arrancava comentários embevecidos enquanto empurrava um carrinho de bonecas pela casa de festas, terá perdido as bochechas e nos encherá de orgulho pelas atitudes e não pelas dobrinhas. Tal qual a filha de uma amiga, na mesma festa, ao dar seu pote de pipoca para uma criança que havia derrubado a sua no chão. O tempo passa a escala do fofurometro muda, mas continua explodindo os nossos corações de mãe, precisamos lembrar disso!

1 comentário

  1. Ana Carolina Alves Rodrigues comentou:

    Nossa estou amando sua página. Realmente você descreve a maternidade. Tenho Miguel de 5 anos e Sara de 1 e 9 meses. Vivo tudo isso em outro cenário….E essa parte de tirar ela 50 vezes do braço do sofá, sei bem o que é isso.

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