1 ano de blog: não faltam motivos para comemorar!

Categorias: Poesia Materna

A gestação de uma mãe

Um dia vc acorda grávida
Mas de imediato, nada acontece
A barriga ainda não aparece
Vida que segue
Para acordar mãe ainda leva uns meses
Então vem o enjoo a náusea
E você ainda não sabe que um dia serão os gritos pela casa que te deixarão tonta
E de repente apesar de toda a felicidade há um mal estar que persiste
E você ainda não sabe que essa bipolaridade se fará presente no seu maternar de diversas maneiras
E vem o momento de dizer não
Não ao chopinho, não aos excessos, não ao stress
E você ainda não sabe quantos nãos dirá por dia ao seu filho
E depois vem os chutes e pontapés e você ainda não sabe que a cada tombo ou cada febre será mesmo como levar um soco na boca do estômago
E daí pra frente as noites começam a se tornar agitadas
E você ainda não sabe que nunca mais dormirá como antes
E a barriga começa a pesar
E você não sabe quantos quilos ainda irá carregar e quão forte você se tornará
E você começa a sentir calor, muito calor
E ainda não sabe que isso que aquece seu peito, não vai mais te abandonar, se chama amor
E agora que está chegando perto você teme o parto
E você não sabe que os momentos em que sentirá medo estão só começando
E chega a hora, seu ventre esvazia e seu coração transborda
Seu bebê não vive mais em você , mas parte de você viverá nele a partir de agora
E você ainda vai descobrir a mãe que acabara de nascer

O texto acima, publicado originalmente na página do Qmae no Facebook semana passada, nada mais é do que a minha percepção da gestação, agora que eu já sei o que é ser mãe! Eu jamais poderia tê-lo escrito se não estivesse tomada pelos hormônios da gravidez e nem tampouco se já não tivesse sido tocada pela chegada de um primeiro filho. O sucesso dele (publicação mais curtida e compartilhada neste um ano) é só mais um dos motivos que tenho para comemorar hoje!

 

 

 

Depois de ter um filho: uma carta para minha mãe

Categorias: Poesia Materna, Textos

Mãe,

Obrigada,

pelas noites em claro,

pelos puxões de orelha não raros

pelo amor desmedido,

e por cada “por que?” respondido.

Pelos presentes dados

e também pelos negados.

Por cada firme “não!”

E pelos “não fez mais do que a obrigação”

E principalmente,

por tudo que me inspirou

a ser a mãe que sou!